Escola é arrombada após vigia passar mal, tomar remédio e dormir


Por Diogo Monteiro Publicado 15/05/2025 às 15h55

A Guarda Civil Municipal (GCM) recuperou, na manhã desta quinta-feira (15), computadores e outros equipamentos eletrônicos furtados da Escola Municipal Naya Castilho, no bairro Vila Divinéia, em Paranaguá. O crime foi descoberto pela equipe pedagógica ao chegar para o início das atividades.

De acordo com a Ficha de Atendimento de Ocorrência (FAOC), o vigia relatou que, após retornar do jantar por volta das 0h40, passou mal, tomou um remédio e foi dormir. Ao acordar, por volta das 5h40, percebeu que a porta e a grade de acesso à secretaria haviam sido arrombadas e tentou entrar em contato com a GCM, mas sem sucesso.

O local é monitorado por câmeras de segurança e, pelas imagens, funcionários da escola reconheceram os suspeitos e indicaram um possível endereço. A GCM iniciou patrulhamento com o apoio das equipes de motociclistas e viaturas da ROMU.

No endereço informado, a equipe foi recebida por uma moradora, que autorizou a entrada dos agentes. Dentro do imóvel, os dois suspeitos foram encontrados dormindo em um dos quartos. Durante a abordagem, confessaram o crime e indicaram onde os objetos estavam escondidos.

Foram recuperados três computadores completos, duas caixas de som com rodinhas e uma câmera. Os itens foram levados à Delegacia Cidadã, junto com os suspeitos, para as providências legais cabíveis.

Segunda invasão na mesma semana

Na segunda-feira (12), o Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Denise Farias Alboitt, no Jardim Iguaçu, teve suas atividades suspensas pela manhã devido a mais um ato de vandalismo. Adolescentes invadiram o CMEI, depredaram a cozinha e danificaram os alimentos que seriam utilizados na refeição dos alunos.

A Secretaria Municipal de Educação adotou medidas para reforçar a segurança nas escolas e creches, com o objetivo de evitar novos episódios e garantir a continuidade das atividades educacionais. O Conselho Tutelar identificou os adolescentes envolvidos e encaminhou a ocorrência ao Ministério Público do Paraná (MPPR), onde os responsáveis legais pelos menores deverão responder pelos atos cometidos.

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