Último foragido da Operação Soberania é capturado em Paranaguá
Na madrugada desta quarta-feira (3), as forças de Segurança Pública do Paraná realizaram uma ação em Paranaguá, onde localizaram e prenderam o último investigado foragido da Operação Soberania. Com essa captura, as polícias Civil, Militar e a Força Nacional concluíram o cumprimento de todos os mandados de prisão preventiva expedidos para desarticular o chamado “tribunal do crime” na região litorânea.
A prisão ocorreu por volta de 01h30, na Rua Prefeito Vicente Elias, na Ilha dos Valadares. Agentes da Polícia Civil do Paraná (PCPR), por meio da 1ª Subdivisão Policial de Paranaguá, abordaram o suspeito de 21 anos, que tinha um mandado de prisão em aberto pelo crime de homicídio (Art. 121 do Código Penal). Após registrar a ocorrência, os policiais imediatamente encaminharam o detido para a Cadeia Pública de Paranaguá.
Balanço final
De acordo com a Polícia Civil, com a localização do último alvo, o balanço definitivo da Operação Soberania contabiliza quatro mandados de prisão preventiva cumpridos, sendo três na deflagração inicial e o último nesta madrugada. Além disso, houve uma prisão em flagrante por tráfico de drogas e um suspeito morreu em confronto ao reagir e atirar contra os policiais militares durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão.
Ao todo, a operação mobilizou forças integradas para cumprir 10 ordens judiciais, que incluíam quatro de prisão e seis de busca e apreensão, concentradas nos bairros Porto dos Padres e Ilha dos Valadares.
Operação conjunta atinge o “Tribunal do Crime” em Paranaguá
“Tribunal do Crime”
As investigações que levaram à Operação Soberania revelaram um cenário imposto por facções criminosas em Paranaguá. Motivadas pela disputa territorial e pela hegemonia do tráfico de drogas, essas facções instituíram um sistema paralelo de julgamento. Dessa forma, supostos informantes ou rivais eram capturados, torturados e executados.
Entre os casos emblemáticos que fundamentaram os mandados, destacam-se o homicídio de um adolescente de 17 anos, em março de 2026, que foi sentenciado à morte após fazer, por brincadeira em jogos on-line, gestos que aludiam a uma facção rival. Outro caso marcante foi a execução de um casal em abril de 2026, que foi sequestrado na Ilha dos Valadares, transportado de barco até uma área de manguezal e assassinado a tiros, rotulados como delatores.
A PCPR, a PM e a Força Nacional reiteram que a integração das forças de segurança permanece contínua e firme no propósito de sufocar o crime organizado no litoral paranaense. Elas garantem que nenhuma organização criminosa desafiará a soberania do Estado e a paz da população. A Polícia Civil também destaca que as investigações continuam para identificar outras pessoas envolvidas nos homicídios.
