Sessões itinerantes serão “ressuscitadas” pela Câmara Municipal de Paranaguá
Quando era vereador, o atual prefeito de Paranaguá, Adriano Ramos (Republicanos), plotou o próprio carro e ia até os bairros da cidade para ouvir, diretamente dos parnanguaras, seus pedidos. Agora, a Câmara Municipal se prepara para retomar esse contato com a população por meio de uma iniciativa semelhante, mas com estrutura muito mais robusta: o projeto Assembleia Itinerante, da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). Nele, sessões são realizadas em diferentes regiões do Estado, com a mobilização prévia dos moradores da cidade-sede, que enviam suas demandas para serem discutidas durante a passagem dos deputados estaduais pelo município.

Em Paranaguá, o presidente da Câmara, Adalberto Araújo (Republicanos), anunciou, durante a visita do deputado Paulo Gomes (PP), na quinta-feira (15), que a ideia será “requentada” na cidade.
A proposta de aproximar os parlamentares da população que os elegeu é válida — e necessária. Mas fica a pergunta: a que custo? Diferentemente da Alep, cuja sede está na capital de um Estado com dimensões continentais, os vereadores poderiam, sim, circular mais pelos bairros e ouvir os moradores, identificando de perto as demandas específicas de cada região — sem precisar mobilizar toda uma estrutura para realizar sessões fora do Palácio Carijó.
Não deu outra: pizza em Guaratuba
Quando a língua de ferro vira colher de chá, a hipocrisia salta aos olhos. Em Guaratuba temos um caso clássico de quando ser oposição ficou no passado. Se um dia Ricardo Borba foi aquele que urrava contra cada vírgula do governo Justus, ele nem deve mais lembrar. Agora, engole sapo sem nem se importar. Diante do xingamento covarde do “nobre par” André Montemezzo à mãe de um jovem no velório do próprio filho, Borba só leu uma notinha insossa e fim de papo. Três sessões sem microfone — sanção de brinquedo que não corta salário nem poder — e tá tudo certo. Nada de comissão processante, nada de colher provas, nada de analisar quebra de decoro. A mensagem é clara: se você estiver do lado certo da base, pode fazer o que quiser que o aperto de mão continua firme. Enquanto a família corre atrás de seus direitos na Justiça, a Câmara prefere tapar o sol com a peneira. E o outrora leão da oposição? Virou gato manso!
