Suspeito de homicídios na Capital e RMC é identificado pela PCPR


Por Redação Publicado 24/07/2025 às 09h48
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Na quinta-feira (24), a Polícia Civil do Paraná (PCPR) apresentou a imagem de um homem de 32 anos, apontado como líder de uma organização criminosa. Ele é suspeito de estar envolvido em dois homicídios que ocorreram nos dias 23 e 25 de fevereiro deste ano, em Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana, e em Curitiba.

As investigações revelam que o grupo opera sob sua liderança. O primeiro homicídio vitimou Leonardo Pendraki Cleris, que foi assassinado após alertar um desafeto do líder sobre uma tentativa de execução. Essa informação, portanto, frustrou os planos da organização e resultou na ordem para matar Leonardo. Assim, outros integrantes do grupo cumpriram essa ordem.

Na madrugada seguinte ao crime, os membros deixaram o corpo da vítima em um local e, posteriormente, queimaram-no em uma área de mata no bairro Pinheirinho, em Curitiba. Eles transportaram o corpo por cerca de 19 km até o local do incêndio. Além disso, imagens de câmeras de segurança mostram os envolvidos comprando combustível para ocultar o cadáver.

Conforme o delegado da PCPR, Victor Menezes, a equipe identificou ações para destruir provas, como a lavagem do local do crime e o descarte de objetos com vestígios de sangue.

Outro crime

Dois dias depois, em 25 de fevereiro de 2025, ocorreu outro homicídio. Brenddom César Casemiro Teixeira acabou morto pelos próprios comparsas. Ele se apropriou de duas armas da organização e as empenhou em troca de dinheiro e drogas, ao invés de devolvê-las.

“A execução começou durante o trajeto entre Araucária e Curitiba, com agressões dentro do veículo. Ao chegarem à rua Juarez Távora, no bairro Tatuquara, a vítima recebeu golpes com um bloco de concreto. Brenddom faleceu meses depois, em 3 de maio de 2025, devido aos ferimentos”, detalha o delegado.

Segundo ele, ambos os homicídios ilustram o funcionamento da organização criminosa, que inclui punições internas, destruição de provas e ocultação de corpos.

Todos os envolvidos enfrentam acusações por homicídio duplamente qualificado, destruição e ocultação de cadáveres, fraude processual e associação criminosa.

A Polícia Civil informa que continua as diligências para capturar o chefe do grupo.

Denúncias

A população pode ajudar com informações que ajudem a prender o suspeito. As pessoas podem fazer denúncias de forma anônima pelos telefones 197 (PCPR) ou 0800 643 1121.

Se você presenciar um crime em andamento, acione a Polícia Militar pelo telefone 190.

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