Avanços na Saúde: Antonina apresenta integração no setor e melhorias em Hospital e Ambulatório de Especialidades
Na semana passada, o JB Litoral publicou uma reportagem sobre a prestação de contas do 2º quadrimestre na área da Saúde, em Antonina, quando representantes da Secretaria Municipal de Saúde apresentaram os números na Câmara de Vereadores. Após a audiência pública, o secretário de Saúde, André Luís da Costa Pereira, recebeu o JB no Hospital Municipal de Antonina – Dr. Silvio Bittencourt Linhares.

A unidade atende à demanda de urgência e emergência, para os casos de baixa complexidade, e encaminha os pacientes mais graves para outros centros hospitalares com mais recursos, sobretudo para o Hospital Regional do Litoral (HRL), em Paranaguá.
E foi com as portas abertas, mostrando todas as instalações do hospital fundado em 1990, que a atual equipe elencou as mudanças quem vêm sendo feitas nos últimos meses. “Hoje, temos desde coisas básicas, que é uma limpeza adequada na unidade, que era feita com detergente quando assumimos, até recursos fundamentais, como a sala de estabilização, onde conseguimos dar suporte à vida”, detalhou André Luís.

Otimização de tempo e espaço
O secretário também explicou que ações mais simples, como a pintura do ambiente e a organização do fluxo de pacientes têm feito a diferença no atendimento.
“Temos dado mais atenção na questão da hotelaria, estacionamentos, pintura e a questão da segurança do paciente. Antes, todo mundo ficava junto e misturado na recepção. Agora, depois da triagem, os pacientes já são classificados por cor e direcionados a outros ambientes, isso garante mais segurança e mais celeridade no atendimento”, disse o secretário.
O hospital funciona 24 horas para urgência e emergência e conta com 32 leitos, três deles preparados para atender aos pacientes que precisam ficar em isolamento. No local são registrados, em média, 100 atendimentos diários.

Rede integrada de acompanhamento
Outro ponto de destaque na Saúde de Antonina é o aproveitamento de um sistema disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sem ônus para o Município, para armazenar o histórico dos pacientes. A utilização do Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC) possibilitou a troca dos registros em fichas de papel, para o atendimento com dados disponíveis a toda a rede municipal de Saúde.
“Até o primeiro semestre deste ano, os atendimentos eram registrados em fichas de papel e esses dados ficavam somente naquela unidade. Agora, o sistema está integrado em todo o município. Quando o morador vem ser atendido aqui, o médico consegue olhar todo o atendimento lá do UBS, no CAPS (Centro de Atenção Psicossocial), e vice-versa”, explicou André Luís.
Com a integração do sistema, o responsável pela Secretaria de Saúde revelou ao JB Litoral que caiu o número de internações dos pacientes atendidos no CAPS, devido à melhoria na rede de acompanhamento.
“Através do sistema, a gente consegue colocar alguns parâmetros e aliar com os projetos integrativos, inclusive o suporte de conselheiros para a família e vários outros fatores que, juntos, levam à queda no número de internamentos”, disse André.

Especialidades ainda são gargalos, mas outras foram “resgatadas”
Sobre a outra frente de trabalho desenvolvida no Hospital, o de atendimentos ambulatoriais com médicos de especialidades diversas, a Prefeitura de Antonina vem desmembrando a demanda para o Ambulatório Médico Especializado, o AME, que passou a existir em um espaço maior do hospital.
Embora esteja além do que o Município seja obrigado por lei a custear, que é a atenção básica em saúde, Antonina dispõe de atendimentos fixos em algumas especialidades.
“Fizemos um ‘pente-fino’ dentro dos nossos profissionais e aproveitamos as especialidades que eles têm. Agora, estamos com um serviço quase completo para toda parte da pediatria. Somos o único município no Litoral a dispor de um oftalmologista e gastroenterologista fixos. Então, só casos muito específicos, como urologia, oncologia, que não temos”, detalhou André Luís.
Planos futuros
O Hospital de Antonina dispõe de duas salas com capacidade de realizar até seis cirurgias por dia e oito leitos de observação ou enfermaria, que é o pós-cirúrgico. Com os equipamentos necessários para realizar os exames e acompanhamento de pequenas cirurgias.
“O nosso objetivo é estar fazendo as pequenas cirurgias, absorvendo a demanda até de outras cidades da nossa região”, completou o secretário de Saúde.
