Com a chegada do verão, Pontal do Paraná realiza levantamento para identificar áreas de maior infestação da dengue


Por Gabriela Perecin Publicado 06/11/2025 às 15h41

O Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti, o LIRAa, é realizado em vários municípios do país para identificar as regiões e bairros com maior infestação do mosquito transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya. Com a proximidade do verão Pontal do Paraná intensificou as ações e realizou o levantamento, na última semana, que pode direcionar ações de combate, como mutirões de limpeza e campanhas educativas a partir desses dados.

O estudo é feito por amostragem, inspecionando uma porcentagem de imóveis para calcular o índice de infestação, em todos os bairros e balneários. As edificações foram visitadas por agentes devidamente uniformizados e identificados, como informou a Prefeitura de Pontal do Paraná.

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Estudo é feito por amostragem em que são feitas coletas em imóveis de todos os bairros do município. Foto: Prefeitura de Pontal do Paraná/Clovis Santos

Resultado preliminar indica gravidade

A coordenadora do Departamento de Vigilância em Saúde de Pontal do Paraná, Aline Caroline Prado Sela Ferreira, revelou ao JB Litoral que, na quarta-feira (5), quando cerca de metade dos estudos tinham sido concluídos, 90% das amostras examinadas deram positivo para Aedes aegypti.

“Esse resultado estima a onda de dengue que vem nos próximos meses. O que já era esperado pelo Ministério da Saúde, devido à situação climática, já tínhamos essa base. Por isso, tamanha a importância dessa ação no mês de novembro”, disse Aline.

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Levantamento foi realizado na última semana em Pontal do Paraná por agentes identificados. Foto: Prefeitura de Pontal do Paraná/Clovis Santos

O LIRAa é obrigatório uma vez no ano, uma exigência feita por meio de nota técnica do Ministério da Saúde. Os resultados, que devem ser concluídos nessa semana, indicam quais regiões precisam de ações concentradas para o combate ao vetor. Uma das ações já programadas é um mutirão que acontece no final desse mês.

“Temos programada a coleta de pneus, pois estamos com um acúmulo grande nas ruas do município, e alguns depósitos na Vila dos Pescadores de Ipanema. Após o LIRAa, a gente consegue definir as próximas ações”, explicou a coordenadora de Vigilância.

Com a chegada do verão, o aumento das temperaturas e mais chuvas, o alerta contra o Aedes aegypti se intensifica. Aline lembra que o combate ao mosquito depende da ação conjunta entre poder o público e a população. “Eliminar recipientes que acumulam água parada é o passo mais importante. São atitudes simples, mas que fazem toda a diferença na prevenção das doenças”, concluiu a coordenadora.

Como funciona o LIRAa

O levantamento inicia com a coleta de amostras em cada bairro para verificar a existência de criadouros do mosquito. Após essa etapa, é feita a análise dos recipientes com água parada, que permite calcular indicadores de infestação. De acordo com o Ministério da Saúde, os resultados são usados para classificar o risco de infestação (baixo, médio ou alto) e identificar o tipo de recipiente predominante que serve de criadouro.

Armadilhas e os números no Litoral

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), o Paraná reforçou a ação da utilização das armadilhas ovitrampas como método de monitoramento do Aedes aegypti. “Essas armadilhas servem como criadouro para a fêmea do mosquito depositar seus ovos e permite que sejam analisados dados como infestação e definidas estratégias de combate. Atualmente, 170 municípios já iniciaram a implantação”, informou a Sesa. Pontal do Paraná está entre eles.

O último boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) é de 28 de outubro. A 1ª Regional de Saúde, que contempla os sete municípios da região do Litoral, tem 1.143 casos de dengue confirmados neste ano, além de 14 casos de dengue com sinais de alerta e dois de dengue grave.

A cidade com o maior número de casos é Paranaguá (900), seguida por Pontal do Paraná (107), Guaratuba (43), Morretes (39), Matinhos (36), Guaraqueçaba (13) e Antonina (5).

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