Anunciado com pompa e divulgação, coworking “murcha” e vai parar debaixo do tapete


Doa a quem doer

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Por Redação Publicado 08/11/2025 às 12h09
O secretário da Inovação, Alex Canziani, e o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, assinaram o Termo de Execução Descentralizada para a implementação do coworking. Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná
O secretário da Inovação, Alex Canziani, e o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, assinaram o Termo de Execução Descentralizada para a implementação do coworking. Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

Um espaço de coworking é um local de trabalho compartilhado, onde profissionais e empresas dividem estrutura física, como mesas, internet de alta velocidade, salas de reunião e áreas de convivência, pagando por planos flexíveis (mensal, diário ou por hora) em vez de manter um escritório próprio. Se já é vantajoso pagar pelo uso, imagine utilizar de graça. Era essa a promessa desde maio de 2024, quando a SEI e a Portos do Paraná assinaram um termo de cooperação para a criação de salas de coworking no Palácio Taguaré, sede administrativa da empresa pública. O espaço seria público e gratuito.

Com a liberação de R$ 1,5 milhão, a ideia era de um local com uma série de equipamentos para jovens, trabalhadores e cidadãos de Paranaguá e de todo o Litoral. Mas um ano e meio depois e sem qualquer divulgação, soubemos que a Portos do Paraná simplesmente percebeu que não seria uma “boa ideia” e desistiu de implantar o coworking gratuito, passando a bola (e os recursos) para a Prefeitura de Paranaguá.

Mesmo com a decisão, a empresa pública afirmou que “reforça seu compromisso com a promoção da inovação e o desenvolvimento regional”.

Imagina, então, se não fosse comprometida com a causa, senhoras e senhores?