União acima da política marca resposta rápida à tragédia em Rio Bonito do Iguaçu
JB No Radar
O JB No Radar vai se aprofundar nas principais discussões que movimentam os bastidores da política no Litoral, no Paraná e em todo o Brasil. Análises sobre o xadrez político, disputas regionais e os jogos de poder que moldam os rumos do país.
A destruição provocada pelo tornado que atingiu Rio Bonito do Iguaçu mobilizou, em poucas horas, todas as esferas de poder. Foi um exemplo raro – e necessário – de união política em torno de um objetivo comum: atender a população. Sem disputa, sem ruído e sem vaidade, as lideranças estaduais e federais mostraram que, diante da tragédia, o foco precisa ser um só.

O governador Ratinho Junior (PSD) foi o primeiro a agir. Assim que recebeu os relatórios da Defesa Civil, decretou estado de calamidade pública, medida que permitiu a liberação imediata de recursos e o acionamento de planos emergenciais. A resposta rápida do governo estadual deu o tom da mobilização que viria a seguir.
Pelo governo federal, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, representou Brasília e garantiu apoio direto. Ela articulou a liberação de verbas e benefícios, acionando órgãos como a Caixa Econômica Federal e o INSS para antecipar pagamentos e liberar o saque calamidade. A presença de uma representante federal no local foi decisiva para alinhar as ações entre União e Estado.
O secretário de Cidades, Guto Silva (PSD), teve papel central na operação. Coordenou equipes, acompanhou o levantamento de danos, articulou prefeituras vizinhas e conduziu a interlocução com os demais órgãos. Foi ele quem organizou o fluxo de informações e recursos, garantindo eficiência e transparência. Sua atuação técnica e constante no campo fez diferença e simbolizou o espírito de cooperação que o momento exigia.
Além disso, foi da boca de Guto que as palavras mais emblemáticas e honestas saíram, seja em apoio às pessoas atingidas, em entrevistas à imprensa ou durante as falas públicas para as equipes de atendimento e socorro.
Na esfera legislativa, o presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi (PSD), convocou sessão extraordinária no domingo para acelerar votações ligadas ao auxílio emergencial. A rapidez da ALEP foi mais uma demonstração de que, em situações extremas, o Estado pode agir com agilidade e unidade.
O resultado dessa mobilização conjunta foi claro: ações coordenadas, recursos garantidos e resposta imediata. Em Rio Bonito do Iguaçu, ficou evidente que, diante da dor coletiva, não há espaço para rivalidade ou cálculo eleitoral. O que prevaleceu foi o dever público. E quando cada esfera cumpre seu papel com responsabilidade e sintonia, a força do Estado chega a quem mais precisa — no tempo certo.
