Crescimento x qualidade de vida: até que ponto Paranaguá tem esse equilíbrio?
Que o Porto de Paranaguá é um gigante e fundamental para a economia do Litoral e do Estado, todo mundo sabe. Mas até que ponto essa riqueza se traduz em investimentos na cidade e na qualidade de vida da população?

Nos últimos dias, famílias vizinhas de uma das grandes empresas portuárias, na Vila Alboitt, vêm perdendo o sono. Isso porque as obras de expansão do Centro de Tancagem da Cattalini provocam barulho, tremores e todos os transtornos típicos de uma grande obra.
Por que os moradores precisam ter suas vidas abaladas em nome do crescimento? Não deveriam. O ideal seria que o PIB de R$ 15.291.702,67 (Quinze milhões, duzentos e noventa e um mil, setecentos e dois reais e sessenta e sete centavos) de Paranaguá, que representa 75,87% de todo o Litoral, também se refletisse em bons indicadores sociais, mas não é o que acontece.
O Índice Ipardes de Desempenho Municipal (IPDM) é apenas médio (0,63), beirando o médio-baixo, que vai até 0,6. O IPDM é um indicador sintético que busca medir as condições socioeconômicas dos municípios do Paraná em dimensões como renda (que engloba emprego e produção agropecuária), educação e saúde, seguindo metodologia semelhante à do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
Isso em Paranaguá, porque os demais municípios do Litoral apresentam índices ainda piores, variando entre médio-baixo e baixo. É um alerta que convida à reflexão: os números gerados pelo Porto são expressivos, mas beneficiam quem, de fato?
