DQD: O “problema” jogado para debaixo do tapete pelo poder público, mas que volta a doer nos que se importam com a História
Uma semana após o incêndio que transformou em cinzas capítulos da história de Paranaguá e do Paraná, deixando de pé apenas as paredes do Instituto Estadual de Educação Dr. Caetano Munhoz da Rocha, como um fóssil do que antes era vida, a rotina começa a ser retomada pela comunidade escolar.

As aulas voltam para todos os alunos da instituição nesta segunda-feira (13), no Isulpar, conforme antecipado em primeira mão na edição anterior. Mas essa mesma vida que segue também clama para que outras tragédias históricas não se repitam.
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Infelizmente, caso o poder público não reaja — impulsionado pela conscientização da população, que precisa ser enfática e constante na cobrança —, muitos outros guardiões da história poderão ter o mesmo fim do Instituto.
Em um trabalho árduo de apuração, começamos nesta edição a traçar um panorama completo sobre os prédios históricos de Paranaguá. Uma missão que teve data para iniciar, mas não tem dia certo para terminar.
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Logo na largada, percebemos o quão negligenciado é o tema por todas as esferas do poder: é a Prefeitura que não dispõe — ou não fornece — uma simples lista de todos os imóveis sob sua responsabilidade e que não empenha esforços e recursos na manutenção desses espaços; é o Governo Estadual e o Federal que não preservam o passado nem garantem às futuras gerações o direito de conhecer a história.
Enquanto vemos países que preservam patrimônios de centenas de anos, somos incapazes de manter um espaço com cerca de 100 anos. Além de muito triste, é vergonhoso. Precisamos transformar esses sentimentos em ação, antes que não reste mais nada a ser protegido.
