Pau que bate em Chico, não bate em Francisco: faça o que eu digo, não o que eu faço?
O que os representantes do povo deveriam aprender, em definitivo, é que, se respeitassem a própria trajetória e a linha de conduta adotada ao longo do “caminho”, nunca precisariam temer o famoso “telhado de vidro”. Criticam gestões que escolhem suas equipes com base em critérios obscuros, em detrimento das melhores opções; profissionais técnicos e profundos conhecedores das áreas em que atuam no serviço à população. Conhecem alguém assim?

Bem, vamos analisar o nosso quintal. Paranaguá teve duas licitações suspensas em menos de um mês. E por quais motivos? Segundo o Tribunal de Contas do Estado, falhas nos processos licitatórios. Ora, não se trata de uma equipe escolhida prioritariamente com base em critérios técnicos? Como uma licitação para manutenção de semáforos não consegue ser conduzida de forma satisfatória? Da mesma forma, há o processo que deveria cuidar da base de tudo, o sistema integrado da Prefeitura, responsável por armazenar e dar fluxo a dados ultrassensíveis, e que está prestes a vencer.
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Foi feita de qualquer jeito? O que justifica que uma empresa de reputação duvidosa, investigada por supostos crimes em conluio com prefeituras de outros estados, consiga apontar falhas na licitação que a substituiria? É vergonhoso. Precisamos fazer muito melhor o nosso dever de casa, contar com quem saiba, quem revise e quem aprove, sem erros tão básicos.
