Após conclusão de laudo, Secretário da Educação define próximos passos para o Instituto Estadual de Paranaguá
Pouco mais de dois meses após o incêndio no Instituto Estadual de Educação Dr. Caetano Munhoz da Rocha, em Paranaguá, o secretário de Estado da Educação do Paraná (SEED-PR), Roni Miranda Vieira, comunicou que o laudo estrutural foi concluído.

O Fundepar (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional) contratou uma empresa para fazer o estudo de validação da estrutura do Instituto, que foi finalizado “há poucos dias”, como afirmou Roni.
Em vídeo divulgado pela SEED ao JB Litoral, na tarde de terça-feira (9), o secretário explicou os próximos passos para a restauração do edifício.
“O Instituto de Educação para nós é uma prioridade por toda sua história, por toda a relevância para a educação do Estado do Paraná. A partir de agora com este laudo em mãos, o Fundepar começa o processo de contratação de uma empresa para fazer a parte de limpeza, até porque a gente não pode entrar com a parte de remoção de entulho, porque não havia um laudo que dava segurança para ter algum tipo de intervenção”, explicou.
Reconstrução
Paralelamente, o Estado também trabalha na elaboração do anteprojeto para a reconstrução do Instituto de Educação.
“Em especial, preservando toda a história, toda a sua identidade. Nós vamos colocar isso sempre como uma premissa e como algo que deve ser mantido, sempre vai ser uma prioridade nossa e isso inclusive por determinação do governador”, ressaltou Roni.
As informações e os resultados do laudo, que podem apontar a causa do incêndio, ainda não foram divulgados pelas autoridades competentes.
Relembre o caso
O Instituto Estadual de Educação Dr. Caetano Munhoz da Rocha, em Paranaguá, foi atingido por um incêndio de grandes proporções no dia 4 de abril de 2026. As chamas destruíram boa parte da estrutura do prédio histórico, tombado como patrimônio cultural do Paraná.
O fogo mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e brigadas de emergência da região. Apesar dos danos materiais, ninguém ficou ferido. Após o incêndio, o prédio foi interditado e os alunos precisaram ser realocados.
As causas do incêndio são investigadas pelas autoridades, enquanto o caso gerou grande comoção na comunidade e reforçou o debate sobre a preservação e reconstrução de um dos mais tradicionais colégios do Litoral paranaense.
