O secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, e equipe, estiveram em Paranaguá, na tarde desta segunda-feira (6). Ele visitou o Instituto de Educação Dr. Caetano Munhoz da Rocha, que foi consumido pelo fogo no sábado (4), para ver de perto o que restou da estrutura, também conversou com os professores que estavam no local e fez reuniões para definir a realocação dos estudantes da unidade.

A Secretaria de Estado da Educação (SEED) optou pela realocação dos estudantes no Instituto Superior do Litoral do Paraná (Isulpar), faculdade situada próxima a escola, o que evitaria um deslocamento maior por parte dos alunos.
Escolha do espaço
O espaço escolhido para receber os estudantes possui salas de aula e estrutura compatível com a necessidade atual, embora algumas adaptações ainda devem ser feitas, especialmente quanto ao refeitório e a quadra esportiva.
“A prioridade é assegurar que os alunos voltem às aulas o mais rápido possível. Estamos trabalhando para que 100% dos estudantes sejam atendidos no novo local”, explicou.
O uso do imóvel será feito por meio de locação, com pagamento de indenização ao proprietário, considerando custos como energia, água e desgaste da estrutura. “Nós temos já uma cotação de valores do local, quanto que é pago por metro quadrado. É o que nós vamos adotar como referência para fazer esse pagamento”, comentou Roni.
As aulas serão retomadas nesta quarta-feira (8). Caso necessário, poderá ser adotado um sistema de rodízio entre turmas, no entanto, o secretário não deixou claro como deve ocorrer essa retomada na outra instituição.
Programa Mãos Amigas
O secretário também conheceu o Isulpar, onde serão locadas 18 salas de aula, com acessibilidade, e anunciou que, por meio do Programa Mãos Amigas, será feita a adequação do espaço em anexo à faculdade, conhecido como Center Port, para viabilizar as aulas de educação física.
“São pessoas privadas de liberdade que farão a pintura, a adequação, limpeza e tudo mais para deixar esse espaço adequado para receber os estudantes. A gente está bem otimista”, garantiu Roni.
Causas do incêndio seguem em investigação
As causas do incêndio seguem sob investigação. De acordo com o secretário, equipes da Polícia Científica estão no local realizando perícia técnica para identificar a origem do fogo, com apoio do Corpo de Bombeiros, que atuou desde o início da ocorrência.
Segundo ele, a Fundepar (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional) deve iniciar a elaboração de um laudo técnico sobre as condições estruturais do prédio. A avaliação é considerada essencial, sobretudo porque a edificação é tombada como patrimônio histórico estadual.
“Eu espero, de forma otimista, que essa fachada seja dada como preservada para que a gente possa fazer somente a parte interna”, disse Roni.
Ele ainda firmou o compromisso de preservar o patrimônio histórico que é um símbolo para o Paraná e para a educação. “Como o prédio que nós temos aqui no Instituto de Educação, temos três neste modelo arquitetônico no Paraná, que é em Paranaguá, Curitiba e Ponta Grossa”, destacou Roni.
Por se tratar de um prédio histórico, o prazo para a recuperação completa ainda não foi definido. A previsão é que um cronograma seja estabelecido após a reunião desta semana.
Comunidade mobilizada
Desde o início da ocorrência, a Secretaria afirma manter diálogo constante com a direção da escola, professores, funcionários e toda a comunidade escolar. A mobilização envolve diversos órgãos estaduais, incluindo Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Científica e equipes das áreas jurídica e cultural.
O secretário reforçou que o foco principal agora é garantir o atendimento aos estudantes. “Temos uma força tarefa muito grande, todos juntos trabalhando em conjunto para ter o prédio reconstruído, mas, em especial, o atendimento aos estudantes o mais breve possível”, ressaltou Roni.