Cheiro de queimado no chuveiro? Bombeiros fazem alerta para risco de incêndios durante o inverno


Por Redação Publicado 23/05/2026 às 09h42

Com a chegada do frio, aumenta o uso de chuveiros elétricos, aquecedores, secadores de cabelo, chapinhas e cobertores térmicos. O problema é que o uso incorreto desses aparelhos, principalmente em instalações antigas ou sobrecarregadas, também eleva o risco de curtos-circuitos e incêndios dentro das residências.

O alerta é do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR), que reforçou nesta semana os cuidados necessários durante o inverno. Dados da Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel) mostram que os incêndios causados por falhas elétricas cresceram quase 10% no Brasil em 2025. No Paraná, foram 116 ocorrências registradas por sobrecarga na rede elétrica.

Frio aumenta uso de aparelhos elétricos e acende alerta para risco de incêndios dentro de casa. Foto: SESP

Chuveiro elétrico é um dos principais problemas no frio

Segundo a capitã Luisiana Guimarães Cavalca, um dos erros mais comuns nesta época do ano acontece justamente no banho.

Muitas pessoas reduzem a saída de água do chuveiro para tentar deixar a água mais quente. O que parece simples pode causar superaquecimento da resistência e da fiação elétrica.

“Quando há cheiro de queimado no chuveiro, isso já é um sinal de alerta de que a resistência ou a fiação podem estar sobrecarregadas”, explicou a bombeira.

Ela também alerta que instalações antigas podem não suportar chuveiros modernos e mais potentes, principalmente em imóveis mais velhos.

Outro cuidado importante é nunca fazer trocas improvisadas de chuveiros ou tomadas sem desligar o disjuntor.

Benjamins e extensões aumentam risco de curto-circuito

O uso de benjamins, adaptadores e extensões também preocupa os bombeiros durante o inverno, período em que vários aparelhos acabam sendo ligados ao mesmo tempo.

A recomendação do CBMPR é evitar conectar equipamentos de alta potência na mesma tomada e utilizar filtros de linha com proteção.

“Em caso de sobrecarga, o fusível interrompe a energia antes que o problema atinja a tomada ou o aparelho”, afirmou a capitã.

Segundo os bombeiros, sinais como tomadas aquecidas, cheiro forte de queimado, fios derretendo ou quedas frequentes de energia indicam necessidade imediata de manutenção elétrica.

Aquecedores precisam ficar longe de cortinas e cobertores

Muito usados durante as noites frias, os aquecedores elétricos também exigem cuidados específicos.

Os aparelhos devem ficar longe de cortinas, tapetes, sofás, colchões, roupas e cobertores. O recomendado é manter pelo menos um metro de distância de materiais inflamáveis.

Os bombeiros também orientam que aquecedores nunca sejam cobertos e não permaneçam ligados durante o sono ou quando o morador sair do ambiente.

Equipamentos guardados de um inverno para outro também precisam ser revisados antes do uso, já que poeira, oxidação e desgaste nos fios podem aumentar o risco de incêndio.

Secador e chapinha também entram na lista de perigo

Secadores de cabelo e chapinhas podem parecer inofensivos, mas também estão entre os aparelhos que mais exigem atenção.

Muitos modelos possuem pinos mais grossos e precisam de tomadas de 20 amperes. O uso de adaptadores improvisados em tomadas comuns pode provocar superaquecimento da rede elétrica.

Após o uso, os aparelhos devem ser mantidos longe de camas, toalhas, roupas e superfícies inflamáveis até esfriarem completamente.

Principais cuidados para evitar incêndios no inverno

  • Evite ligar vários aparelhos potentes na mesma tomada;
  • Não utilize benjamins e extensões improvisadas;
  • Prefira filtros de linha com proteção;
  • Nunca cubra aquecedores elétricos;
  • Não durma com aquecedores ligados;
  • Mantenha aparelhos longe de tecidos e materiais inflamáveis;
  • Faça revisão periódica da rede elétrica;
  • Fique atento a cheiro de queimado e tomadas aquecidas;
  • Verifique se os aparelhos possuem selo do Inmetro.

Casas de madeira exigem atenção redobrada

O alerta é ainda maior para residências de madeira, comuns em várias cidades do Paraná. Segundo o Corpo de Bombeiros, nesses casos o fogo costuma se espalhar rapidamente após um curto-circuito.

“O que a gente vê principalmente no Interior do Estado são casas de madeira, que queimam muito rapidamente. Muitas vezes, quando os bombeiros chegam, o fogo já tomou toda a residência”, afirmou a capitã Luisiana.


Em situações de emergência, o Corpo de Bombeiros orienta que o telefone 193 seja acionado imediatamente.

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