Conheça a jovem que atuou nos bastidores de Paranaguá e assume o desafio de revolucionar as políticas voltadas às mulheres de Antonina
Compondo o cenário da atual gestão de Antonina, em que uma mulher ocupando o cargo mais alto do Executivo Municipal, uma outra mulher também é destaque no alto escalão da Prefeitura. Thaiz Batista Cordeiro, 28 anos, é formada em Comunicação Institucional e já teve passagens pela Prefeitura de Paranaguá, onde, primeiramente, atuou na comunicação da Secretaria de Educação. Depois, ela vivenciou a experiência de trabalhar na equipe da, então, vereadora Vandecy Dutra, na Câmara Municipal.

“Fiquei dois anos na Câmara, até que o ex-prefeito Marcelo Roque convidou a Vandecy para estruturar a Secretaria da Mulher. Foi nesse período que retornei à Administração Municipal e assumi o cargo de Superintendente da Mulher, após a criação da Secretaria da Mulher, em que Vandecy foi a primeira a ocupar o posto de secretária. Todas essas etapas foram de muito aprendizado, pois estudei a fundo as Leis que garantem os direitos das mulheres e me encantei por essa área”, contou Thaiz, ao JB Litoral.
A secretária também detalhou como foi o caminho até assumir a pasta em Antonina.
“O secretário de Comunicação, Emanuel Andrade, já conhecia o meu trabalho realizado em Paranaguá. Então, a prefeita Rozane ficou à par de todas as leis elaboradas em Paranaguá, todos os projetos que nós conseguimos implantar na cidade e me convidou para assumir a pasta. Minha equipe já estava pronta, só não tinha a secretária, então aceitei e assumi o desafio”, disse.
Thaiz conta com uma equipe de quatro pessoas: três mulheres e um homem. Além de uma psicóloga e uma assistente social que, embora não estejam lotadas na Secretaria da Mulher, prestam serviço para a pasta.
“O primeiro passo que estamos dando é tentar fortalecer uma rede de proteção aqui na cidade. Temos algumas leis, alguns órgãos que cuidam da mulher, mas ainda não se conversam”, pontuou.
Sobre as diferenças que a secretária já percebeu entre as moradoras de Paranaguá e as de Antonina, Thaiz fala que ainda está estudando o cenário, mas algumas são perceptíveis.
“Estamos há pouco tempo fazendo essa análise, mas de imediato existe a questão de muitas mulheres que vivem nas áreas rurais e, também, um grande número de mulheres idosas, provavelmente o maior quantitativo do Litoral. Então, certamente a Secretaria da Mulher vai conversar bastante com outras pastas.”

PARCERIAS
Embora ainda esteja no começo dos trabalhos, Thaiz revelou ao JB Litoral alguns dos planos que pretende tornar realidade em Antonina.
“Ainda não temos no Litoral um CRAM, que é um centro de referência no atendimento à mulher vítima de violência. Como nós já temos essa estrutura de ter psicólogo e assistente social, estamos buscando agora apoio da Defensoria Pública para que tenha acesso direto aqui dentro da casa. O objetivo é que as mulheres vítimas de violência consigam entrar na justiça, porque a Defensoria Pública normalmente atende o agressor. Nós queremos fazer o inverso aqui, que a Defensoria venha atender às mulheres vítimas de violência, no caso de pensão alimentícia, guarda dos filhos, que ela consiga buscar esses direitos na justiça”, disse.
Thaiz é solteira e trabalha desde muito jovem, mas convive com mulheres de todas as idades e contextos sociais. Ela defende que a mulher não é obrigada a dar conta de tudo.
“A gente fala muito que a mulher tem direito de ter os seus direitos. Se ela quer estar em casa, ela tem direito de estar em casa, mas se ela quer trabalhar, ela tem o direito de trabalhar, são as escolhas dela”, finalizou.

