BPMOA realizou 92 “voos pela vida” durante verão


Por Luiza Rampelotti Publicado 21/03/2022 às 13h18 Atualizado 17/02/2024 às 04h24

De perseguições policiais a emergências de saúde. Busca em mata e montanhas e até mesmo apoio em grandes manifestações. Essas são algumas das atribuições do Batalhão da Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA), que atua em todo o Paraná.

Mas, durante o verão, é muito mais comum observar uma aeronave do BPMOA nos céus do Litoral. É que, nesta época, a região passa a contar com o atendimento exclusivo, uma vez que concentra milhares de pessoas que buscam aproveitar as praias e o calor.

Desta forma, os municípios litorâneos ganham um apoio rápido na hora de atender às vítimas de acidentes, afogamentos, casos clínicos e entre outros. Com o fim da temporada de verão, o helicóptero passa a atuar apenas aos finais de semana até a Páscoa.

Fora da Operação Verão, realizada pelo Governo do Estado, quem dá atendimento ao Litoral é uma aeronave exclusiva que fica em Curitiba. Porém, a cada ano que passa, percebemos a necessidade de um helicóptero fixo na região, principalmente pré e pós temporada. Por isso, iremos continuar atuando aqui todos os finais de semana até a Páscoa”, explica o Major Müller.

Nesta temporada 2021/22, o BPMOA realizou 154 ações para resgatar, socorrer e salvar pessoas. Foram 92 “voos pela vida”, que garantiram o atendimento de 108 veranistas e moradores com emergência médica ou trauma.

O Major Müller comenta que a aeronave não realiza apenas os resgates na areia, de afogados, mas também faz remoções de pacientes das unidades hospitalares ou Unidades de Pronto Atendimento (UPA) das demais cidades do litoral até o Hospital Regional do Litoral (HRL), em Paranaguá. “As remoções, além de darem uma melhor condição para o paciente, permitem que a equipe médica do local permaneça no centro hospitalar dando atendimento aqueles que chegam em situação de urgência”, diz.

Outras missões aéreas

O BPMOA também cumpriu 62 missões de patrulhamento e em apoio ao trabalho da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros. O balanço compreende o período entre 15 de dezembro de 2021 e 13 de março de 2022.

Os resgates e remoções aero médicas foram fundamentais ao longo do verão, garantindo suporte às equipes dos bombeiros e do Samu, tanto em ocorrências quanto no transporte de pacientes entre unidades hospitalares. Das 108 pessoas atendidas, 97 precisaram ser removidas pela aeronave para hospitais.

O comandante do BPMOA, coronel Julio Cesar Pucci, destaca que o atendimento às vítimas, garantindo maior sobrevida nos casos mais graves, foi dos mais importantes ao longo da temporada. “Em vários casos verificamos que a presença da equipe médica no nosso helicóptero fez a diferença. Foi um serviço fundamental durante o verão, principalmente pela agilidade e pelo encurtamento de tempo de deslocamento”, avalia.

Com uma aeronave preparada com equipamentos de suporte à vida, o BPMOA acompanhou toda a temporada e desempenhou papel decisivo para salvamento, especialmente nas buscas aquáticas e terrestres, auxiliando os guarda-vidas e demais bombeiros nas ocorrências. No campo preventivo, o helicóptero percorreu a orla em patrulhamento rotineiro, em condições de atuação imediata em caso de acionamento.

O trabalho policial do BPMOA também foi importante, principalmente nas operações desencadeadas pela PM contra o crime organizado e para reforçar a ostensividade das equipes em terra. A aeronave ainda integrou operações com outras instituições, incluindo o suporte aéreo na transferência de presos do Litoral para a Região Metropolitana, organizada pelo Departamento de Polícia Penal do estado (Deppen).

Aeronaves do BPMOA cumprem 62 missões e auxiliam no atendimento de 108 pessoas durante o verão no Litoral. Foto: SESP-PR

Aeronaves em Paranaguá e Matinhos

As operações a partir da base situada anexo à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Praia Grande, em Matinhos, foram complementadas neste verão com o apoio de um avião de asa fixa, baseado no Aeroporto de Paranaguá, o qual foi usado aos finais de semana para auxiliar na remoção de vítimas do Litoral para hospitais da Região Metropolitana e Capital.

A ideia de empregar o avião foi para evitar que as vítimas de maior complexidade tivessem que ser transportadas de helicóptero para Curitiba. O avião atuou com remoções aeromédicas, permitindo que o helicóptero permanecesse no Litoral”, afirma o coronel Pucci.

O helicóptero ficou em operação 24 horas por dia aos finais de semana com médicos e enfermeiros embarcados, para prestar atendimento nos momentos de maior concentração de pessoas, com voos noturnos para dar suporte no transporte de vítimas.

*Com informações da Agência Estadual de Notícias (AEN)