Reconstrução do Instituto prevê quadra suspensa e laboratório para curso de Enfermagem
Após o incêndio que atingiu o Instituto Estadual de Educação Dr. Caetano Munhoz da Rocha, em Paranaguá, o Governo do Paraná iniciou a primeira etapa da recuperação do prédio histórico. Durante visita ao local, na quinta-feira (16), o governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD) afirmou que a proposta é preservar as características originais da construção e modernizar os espaços internos para atender às novas demandas da educação.

As intervenções começaram após a conclusão dos laudos técnicos e das perícias realizadas em decorrência do incêndio. “Hoje nós começamos a obra de reforma. Todo o laudo técnico dos bombeiros e a perícia da nossa Criminalística já foram concluídos, e agora os projetos de reforma e de patrimônio histórico estão sendo elaborados”, afirmou.
Nova quadra e laboratório para a Unespar
Segundo o governador, além da revitalização do edifício, o projeto prevê a implantação de novos espaços. “Essa parte da cancha, nós vamos ter embaixo da quadra um laboratório para o curso de Enfermagem”, disse, em referência à estrutura que será utilizada pela Universidade Estadual do Paraná (Unespar), cujo campus está localizado ao lado do Instituto.
Ratinho Junior também explicou que a quadra esportiva será transferida para o piso superior do novo bloco que será construído. “É algo moderno na área de educação, onde você aproveita o espaço embaixo e a parte recreativa dos alunos fica na parte de cima”, ressaltou.
Ratinho Junior também reforçou que o objetivo é preservar as características originais do edifício e adequar o espaço às novas necessidades. “Vamos manter a fachada histórica, mas o prédio será totalmente moderno por dentro”, declarou.
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Obras iniciais garantem segurança da estrutura
A primeira fase tem investimento de R$ 2.101.459,80, com recursos do Governo do Estado, prazo de execução de 360 dias e está sob responsabilidade da Incorporadora Granpará Ltda.
Os serviços começaram na quinta-feira (16) e incluem o fechamento provisório da área atingida pelo incêndio, a instalação de cobertura temporária para proteção da estrutura, o travamento e o escoramento das paredes remanescentes, além da limpeza e da remoção dos materiais danificados.
De acordo com o Governo do Estado, o objetivo desta etapa é garantir a segurança estrutural imediata do edifício, evitar a deterioração progressiva do patrimônio histórico e preparar o imóvel para as próximas fases da reconstrução.

“Essa fase é muito importante porque representa o início efetivo das ações de restauro do Instituto de Educação. A limpeza e a estabilização mostram para toda a comunidade que a recuperação já está em andamento, com ações concretas desenvolvidas passo a passo”, disse o chefe do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Paranaguá, Paulo Penteado.
Estado busca patrocínio para projetos de reconstrução
O Governo do Estado abriu um chamamento público para captar patrocinadores interessados em apoiar o projeto de restauração e reconstrução do Instituto. Podem participar pessoas físicas e jurídicas interessadas em contribuir. O prazo para apresentação das propostas segue até 30 de julho.
As instituições interessadas poderão oferecer cotas de patrocínio para a contratação de uma consultoria especializada, em três modalidades: mestre, mentor e mecenas, com aportes entre R$ 60 mil e R$ 200 mil.
“A consultoria será responsável pelos estudos e pelo acompanhamento técnico de todo o processo de restauração. A obra e o restauro serão executados com recursos públicos. O edital também foi publicado no Documentador Paraná e está disponível para consulta pública”, divulgou o Executivo Estadual.
Relembre o caso
Os alunos do Instituto Estadual de Educação Dr. Caetano Munhoz da Rocha ficaram nove dias sem aulas presenciais após o incêndio que destruiu o prédio histórico, em 4 de abril deste ano. Na manhã de um sábado, a população assistiu às chamas consumirem a edificação que marcou a história de Paranaguá por quase um século.
As atividades foram retomadas em 13 de abril, após a transferência das aulas para o prédio do Isulpar (Instituto Superior do Litoral do Paraná).
Inaugurado em 1927, a edificação do Munhoz da Rocha é tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná desde 1991 e faz parte da trajetória de muitos parnanguaras. A unidade atende mais de 1,6 mil estudantes e é referência na formação de docentes e no ensino público.
As causas do incêndio ainda não foram divulgadas. A Seed informou ao JB Litoral que a investigação é de competência da Polícia Civil do Paraná (PCPR). A reportagem também entrou em contato com a corporação, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.

