Morretes conquista novo CRAS: unidade será construída na Vila Santo Antônio


Por Gabriela Perecin Publicado 12/11/2025 às 17h04

Morretes está entre os 33 municípios do Paraná que receberão a construção de um Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), com recursos do Governo do Estado. A cidade litorânea tem, atualmente, 3.619 famílias cadastradas no CadÚnico (Cadastro Único) e o novo espaço garantirá um lugar mais amplo para atender a comunidade.

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O CRAS funciona, atualmente, em espaço adaptado próximo à linha férrea. Foto: Divulgação/CRAS

O repasse de mais R$ 44,4 milhões será destinado para a construção de 33 novas unidades de CRAS e quatro unidades de CREAS (Centros de Referência Especializados de Assistência Social).

O CRAS será construído na Vila Santo Antônio, ao lado da Escola Professora Arlindo de Castro. A escolha do local considera a concentração de outros equipamentos públicos que já atendem à população, segundo a Prefeitura de Morretes, como uma unidade de saúde em construção e o CMEI (Centro Municipal de Educação Infantil) Infância Feliz.

A estrutura terá área construída de 197,65 m² e deve ter recepção, sala de atendimento, administração, coordenação, sala de múltiplo uso, circulação, banheiros femininos, masculinos e adaptados para pessoas com deficiência, além de almoxarifado, copa e área de serviço.

Para conseguir o recurso, os municípios precisam apresentar regularidade documental junto ao Conselho, Plano e Fundo da Assistência Social. Os recursos são oriundos do Fundo Estadual de Assistência Social (FEAS) e têm o objetivo de fortalecer as políticas públicas voltadas à população em situação de vulnerabilidade.

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Secretária de Assistência Social de Morretes e prefeito estiveram em Curitiba para o anúncio do recurso que garante a construção do CRAS. Foto: Secom/AEN

As obras devem ser concluídas em até 36 meses. Após a conclusão, caberá ao município a manutenção, gestão e contratação da equipe responsável pelo atendimento à população.

Rede de proteção social

A secretária municipal de Assistência Social de Morretes, Maria Cristina Moraes da Costa Pinto, explicou que o CRAS é a porta de entrada da rede de proteção social básica e atua na prevenção de situações de risco, fortalecimento de vínculos familiares e encaminhamento para programas e benefícios sociais.

Ela conta que no início do ano chegou uma proposta de adesão para os municípios. “Nós preenchemos o formulário e enviamos um ofício esclarecendo a nossa situação. O CRAS de Morretes, onde funciona hoje, foi primeiro uma casa de passagem e sofreu diversas adaptações ao longo do tempo, sem contar que fica ao lado da via férrea, o que provocou rachaduras no local”, afirmou Maria Cristina.

O espaço que foi adaptado para abrigar o CRAS poderá ser utilizado para outros fins e equipamentos sociais após a entrega do novo local. De acordo com a secretária, uma unidade do Centro do novo modelo é suficiente para atender o município que hoje tem cerca de 18 mil habitantes, de acordo com estimativa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para 2025.

“O maior avanço é a questão da qualidade dos serviços e da estrutura que a gente vai poder oferecer. Será uma estrutura física moderna, digna e, principalmente, com dignidade no atendimento. O CRAS é fundamental para todas as pessoas em situação de vulnerabilidade e risco social”, destacou Maria Cristina

Cabe ao Centro de Referência de Assistência Social fazer os encaminhamentos para o Conselho Tutelar, Secretaria de Educação, Bolsa Família, Passe Livre, por exemplo. “Para serem atendidas, as famílias passam, obrigatoriamente, pelo CRAS de Morretes. Temos um número bem expressivo de pessoas atendidas”, disse a secretária.

Seleção dos municípios

A iniciativa de construção dos novos CRAS e CREAS foi regulamentada pela Deliberação nº 069/2025 do CEAS/PR (Conselho Estadual da Assistência Social). O Governo do Estado explicou que a seleção dos municípios foi baseada em um estudo técnico que classificou os municípios em ordem decrescente de prioridade.

Em casos de empate, o critério de desempate foi o percentual de pessoas inscritas no CadÚnico, favorecendo localidades com maior número de famílias em situação de vulnerabilidade. A rede no Paraná é formada por 590 CRAS e 209 CREAS. 

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