Mulher que passou quase um mês desaparecida, em Antonina, é encontrada em meio a matagal, bastante debilitada, diz parente

A família de Elizabete de Almeida, 38 anos, passou por 28 dias de angústia, em busca por notícias dela, desde que a moradora da localidade São João Feliz, área rural de Antonina, desapareceu, em 18 de janeiro. Conforme noticiou o JB Litoral, na última segunda-feira (13), a Polícia Militar foi até a casa onde Elizabete mora com o marido, por solicitação de um vizinho, segundo detalha o Boletim de Ocorrência (B.O), registrado no dia seguinte ao desaparecimento. A dona de casa não sabe ler, nem escrever, e toma remédios controlados, pois teria surtos psicóticos. Mesmo com os apelas da família e patrulhamento realizado pela PM, Elizabete permanecia desaparecida até que na quinta-feira (16), ela foi encontrada.
COM A AJUDA DE CÃES
No dia em que a dona de casa foi encontrada, a prefeitura de Antonina postou a boa notícia nas redes sociais e causou comoção entre os moradores, que escreveram comentários emocionados pelo fato de Bete, como é conhecida, ter sido localizada com vida.
O JB Litoral conversou com uma sobrinha de Elizabete, Raiane Yasuda. De acordo com ela, a tia foi encontrada no bairro Saiva, localidade vizinha de onde Elizabete mora.
“Ela estava no meio do mato, os cachorros ouviram ela gritando e começaram a latir. As pessoas perceberam e chamaram a polícia. Minha tia estava muito debilitada e desorientada. Está internada tomando soro“, disse Raiane.
PEDIDO DE AJUDA
A família nunca perdeu a esperança de encontrar Elizabete. Passados nove dias do desaparecimento, em 27 de janeiro, parentes foram até a delegacia de Antonina à procura de informações, fato que também ficou registrado no B.O. Na segunda-feira (13), quase quatro semanas após Elizabete sumir, o Ministério Público enviou um ofício ao JB Litoral, solicitando a divulgação do desaparecimento da dona de casa. O documento assinado pela promotora substituta Ana Carolina Lacerda Schneider, da 2ª Promotoria de Justiça de Antonina, ressaltava a importância da divulgação para ajudar a localizar Elizabete, encontrada três dias após a publicação no JB Litoral.
