Tempo nublado impossibilita a visão da “Lua do Veado” no Litoral


Por Diogo Monteiro Publicado 10/07/2025 às 15h36

Quem mora no Litoral do Paraná, na Região Metropolitana de Curitiba e nos Campos Gerais terá dificuldade para observar o espetáculo da “Superlua do Veado” nesta quinta-feira (10). Por conta da grande quantidade de nuvens provocada pela circulação marítima, a visibilidade será bastante limitada nessas áreas, inclusive em Curitiba.

Segundo o Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná), apenas no começo da noite, durante breves intervalos entre as nuvens, é que será possível tentar ver o fenômeno natural, especialmente nos bairros mais ao sul e oeste de Curitiba.

“Lua do Veado”?

O nome curioso vem dos povos indígenas da América do Norte, que associavam a lua cheia de julho ao período de crescimento dos chifres dos veados. Neste ano, o fenômeno ganha um brilho extra por coincidir com a Superlua, quando o satélite está mais próximo da Terra e parece ainda maior, mais iluminado e quase 98% da sua face estará visível, explica o professor Amauri José da Luz Pereira, coordenador do Observatório Astronômico e Planetário do Colégio Estadual do Paraná.

Podemos até chamar de Super Lua do Veado, porque vai coincidir com uma aproximação maior da Super Lua. Ela estará com praticamente 98% da parte que é voltada para a Terra, iluminada”, afirma Pereira. 

Já para quem vive no Norte, Oeste e Noroeste do Paraná, o espetáculo será privilegiado. Nessas regiões, o céu limpo deve garantir uma visão plena da Superlua, especialmente a partir das 17h50, quando ela deve “nascer” no horizonte leste, com um tom avermelhado. “Esse tom ocorre porque, ao nascer e se pôr, a luz refletida pela Lua atravessa uma camada mais densa da atmosfera, filtrando as cores azul e verde”, detalha o professor.

A dica para quem quiser tentar observar, mesmo nas regiões com céu carregado, é buscar locais altos, afastados da iluminação urbana e sem obstáculos visuais. Até uma sacada em um prédio mais elevado pode ajudar.

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