MBD do Paraná quer nome para o Senado e distância de Lula e do PT


Por Maximilian Santos Publicado 15/10/2021 às 16h56 Atualizado 19/02/2024 às 15h11

O MDB estadual, presidido pelo deputado Anibelli Neto, comemora a decisão do MDB nacional de não embarcar no nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, para a presidência. O que a direção do partido no estado quer é a possibilidade de a sigla colocar um candidato próprio na principal disputa eleitoral nacional de 2022, até mesmo para que possa integrar uma possível “vice” da tão aguardada terceira via. A senadora Simone Tebet, que vem se destacando na CPI da Covid, é a mais provável para ocupar o posto.

Com relação as demais colocações, o MDB estadual pretende apresentar somente candidatos para o Legislativo. Além de nomes nas diferentes regiões do Paraná para deputados estaduais e federais, está negociando uma possível candidatura para o Senado. Na imprensa, se possibilitou sobre João Arruda, mas o ex-deputado desmentiu por meio de suas redes sociais, que será candidato no próximo ano. A executiva estadual também diz que não colocará candidato para disputar o Palácio Iguaçu e que, também, não fará qualquer aliança ou proximidade com o PT paranaense.

Conversa do PT com nomes do MDB causou atrito entre Ciro Gomes e Dilma

Durante a semana, o tom entre o PDT de Ciro Gomes e o PT esquentou, bem por conta das conversas de Lula com nomes fortes do MDB nacional, que são políticos que teriam articulado o “Golpe de 2016”, por meio do impeachment de Dilma Rousseff. Lula esteve conversando com Renan Calheiros (MDB-AL) – que era presidente do Senado na época –, e Eunício Oliveira (MDB-CE), que articulou o impeachment dentro do Congresso. Com isso, o pedetista e presidenciável acabou soltando ao Estadão, que o próprio ex-presidente Lula teria “conspirado pelo impeachment de Dilma”, já que tenta negociar apoio com quem conduziu o chamado golpe. Ciro foi um dos principais nomes que lutaram contra o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff no poder. Como resposta, após ter também chamado a petista de incompetente, a ex-presidente chamou Ciro Gomes de “misógino” e disse que lamenta ter sido sua amiga, em trocas de mensagens no Twitter, durante a semana.


Sobre

Maximilian Santos é jornalista e assessor de comunicação, especialista em tendências de mercado. É também colunista do jornal Bem Paraná e diretor da empresa TIP - Performance de Mídia, em Curitiba. Já escreveu em jornais como Diário Indústria & Comércio, Zero Hora, e revistas da Editora Escala, em São Paulo. Foi coordenador de comunicação institucional do Grupo Uninter e coordenador de marketing do Grupo RIC (RIC TV e Jovem Pan). Já atendeu contas como Petrobras, Havaianas, Grupo Massa, entre outras. Atualmente é responsável pela assessoria de comunicação de eventos como Festival de Curitiba, BMS Motorcycle, Festival TribalTech, Curitiba Blues Festival, Jack Daniel's BBQ, Parada Pet, Arraiá no Museu Oscar Niemeyer, como também shows nacionais e internacionais.