Efeitos do Coronavírus sobre o Meio Ambiente


Por Caio Fernandes Publicado 28/04/2020 às 16h42 Atualizado 19/02/2024 às 18h17
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Com a pandemia, os efeitos do coronavírus sobre o meio ambiente têm se mostrado positivos em relação à redução dos impactos ambientais provocados pelas indústrias. Um deles é a diminuição das emissões de gases que contribuem para as mudanças climáticas e a contenção na geração de resíduos, já que muitas empresas pararam temporariamente suas atividades para evitar a disseminação do vírus. Contudo, pode haver uma maior geração de rejeitos domiciliares que não receberão um destino adequado, além do aumento na produção de resíduo de saúde contaminado com o vírus. O lado positivo é que a natureza se recompõe com facilidade e agilidade sem as ações destrutivas dos seres humanos. Exemplos vivos, como já noticiados nas grandes mídias, inclusive internacionais, a volta dos animais em ambientes que há muito não existiam, limpeza de baías, rios e canais como os de Veneza e até na Guanabara, no Rio de Janeiro.

A PANDEMIA E OS IMPACTOS AMBIENTAIS

Segundo alguns cientistas, a disseminação se deu pelo mundo em virtude da ação destrutiva e invasora do ser humano contra a natureza. A família desse vírus já é conhecida desde meados de 1960. Esse já causa uma doença respiratória mais grave para alguns acometidos. Com o aumento da urbanização, o vírus quebrou seu ciclo natural, deixou seu hospedeiro natural e alcançou o homem, cujo organismo ainda não está preparado para combatê-lo.

Sua disseminação é resultado do consumismo desenfreado, da destruição do planeta e das mudanças climáticas. Por isso, a importância em buscar meios de consumo e produção mais limpa, protegendo o meio ambiente e seus recursos.

CUIDADO COM RESÍDUOS CONTAMINADOS COM COVID-19

Outro efeito sobre o meio ambiente é o aumento na geração de resíduos de saúde e domiciliares. A população, por estar em casa em isolamento, consumirá mais e, consequentemente, gerará mais lixo. Boa parte dos municípios do litoral não possui coleta seletiva de recicláveis e nem aterros sanitários para receber os que são perigosos à saúde. Muitas vezes, ele acaba sendo descartado em lixões a céu aberto ou em outros locais ilegais. Além disso, como muitos infectados estão realizando o tratamento em casa, os resíduos gerados por eles podem estar infectados pelo coronavírus e devem receber tratamento adequado antes do descarte. Os que são gerados em áreas hospitalares, que realizam o tratamento contra a COVID-19, também devem receber a destinação final correta. Além disso, a empresa contratada da destinação deve estabelecer um local para armazenamento temporário desse material até o seu recolhimento, conforme especificado na RDC/ANVISA nº 222/2018. Antes do descarte, eles deverão receber tratamento prévio que assegure a eliminação das características de periculosidade do resíduo, a preservação dos recursos naturais e o atendimento aos padrões de qualidade ambiental e de saúde pública.

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Sobre

Possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Guarulhos (2002) e Pós Graduação em Gestão Ambiental no Instituto Federal do Paraná (2018). Foi biólogo responsável da Secretaria de Saúde da Prefeitura de Paranaguá no combate efetivo à Dengue. É idealizador "Programa Território Animal", que foi condecorado como TOP2 no Prêmio TOPBLOG nos anos de 2010 e 2013 e TOP1 em 2015 na Categoria Sustentabilidade decidido pelo Júri Acadêmico e Profissionais da Área de Meio Ambiente do Brasil, além de finalista do Prêmio ODS BRASIL em empreendedorismo ambiental no Congresso SESI ODS 2016. Tem experiência na área de Zoologia, com ênfase em Educação Ambiental.