Educar para preservar: professores em Antonina iniciam o ano letivo com foco na consciência ambiental


Por Gabriela Perecin Publicado 04/02/2026 às 09h38

Antes de voltar às aulas, os professores da rede municipal de ensino de Antonina participaram de uma formação voltada para a educação ambiental, em parceria com acadêmicos. Com o título de “Cidade das Aves” e cercado pela Mata Atlântica, o município marcou o início do ano letivo falando sobre conscientização e cuidado com o meio ambiente.

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Professores puderam refletir sobre as responsabilidades do poder público e da sociedade na proteção do meio ambiente. Foto: Maria Heiffer/JB Litoral

Os estudantes retornaram para as escolas em Antonina na quarta-feira (4). A Secretaria Municipal de Educação informou que o foco da formação neste ano foi na legislação ambiental brasileira e paranaense e no fortalecimento do papel da escola na construção de uma consciência ambiental crítica e responsável.

Entre outros aspectos, os professores tiveram conhecimento sobre as normas ambientais e puderam refletir sobre as responsabilidades do poder público e da sociedade na proteção do meio ambiente, além de desenvolver análise crítica e identificar problemáticas envolvendo o tema em Antonina.

A secretária municipal de Educação de Antonina, Simone Medina Vicenço Chaves, afirmou que o ano será de desafios, mas também conquistas para o município.

“Agradecemos a equipe da UTFPR pela parceria e aos nossos professores por estarem sempre comprometidos e em busca de ampliar conhecimentos para dividir com nossos alunos. Também agradecemos a toda equipe da Secretaria de educação e escolas municipais e a nossa prefeita por estar sempre presente e apoiando nossos projetos”, declarou Simone.

Conhecer para preservar

A estudante de doutorado em Educação Ambiental, professora Carla Renata Santos, explicou que a formação tem cerca de 100 horas com certificação em parceria com o Instituto Água e Terra (IAT), SPVS e alguns professores e pesquisadores da Universidade Tecnológica do Paraná (UTFPR).

“Nós temos contato com rio, mangue, baía, mas essa visão da formação pedagógica é formar a visão crítica em relação à natureza, para que nossos estudantes, desde a educação infantil até o quinto ano, possam transformar a realidade deles, onde eles vivem hoje de uma perspectiva crítica em relação à sustentabilidade”, disse Carla.

A bióloga do IAT e professora, Maísa Mascarenhas Monteiro, disse que a ideia é trazer os professores para situações reais do cotidiano com base na educação ambiental para que possam replicar o conteúdo.

“Estamos trabalhando com aquilo que realmente as crianças precisam entender que é o ambiente no qual elas vivem e, consequentemente, qual a legislação que pode levar com que essas crianças possam crescer em um ambiente ecologicamente equilibrado”, explicou Maísa.

Para isso, a bióloga trabalha com informações divulgadas na imprensa relacionadas à região. Segundo ela, as crianças são as principais atingidas por problemas ambientais e as reportagens mostram a realidade.

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A bióloga do IAT, Maísa Mascarenhas Monteiro, levou reportagens para exemplificar casos reais do Litoral sobre legislação ambiental. Foto: Maria Heiffer/JB Litoral

“Não adianta nós trabalharmos com situações hipotéticas que estão muito distantes da realidade do nosso aluno. A gente busca sempre situações e problemas reais que venham trazer para o aluno uma ideia do que realmente acontece e está relacionado a sua vida”, declarou Maísa.

“Eternos alunos”

O coordenador pedagógico na Escola Municipal Prof. João Paulino Vieira Filho, Octávio Max Wilke, acredita que a formação é fundamental para a todos os docentes no início do ano letivo.

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Acredito muito na preservação futura do nosso planeta e caberá também aos nossos pequenos”, afirmou o coordenador pedagógico Octávio Max Wilke. Foto: Maria Heiffer/JB Litoral

Como professor, somos eternos alunos. Eu vejo a educação ambiental tão importante quanto a disciplina de matemática e português. Acredito muito na preservação futura do nosso planeta e caberá também aos nossos pequenos”, afirmou Octávio.

Ele ainda defende a educação ambiental na grade curricular, principalmente, em regiões ricas em biodiversidade, como Antonina. “Muitas vezes, você mostra uma foto para os alunos e pergunta de onde é o lugar, e muitos acreditam que é de fora do Brasil. Mas, na verdade, é de Antonina. Seria muito importante eles verem isso dentro da sala de aula e também saírem para fazer aulas de campo”, ressaltou o coordenador.

Para o professor da rede municipal de Antonina, Willian Sant’Anna, a experiência permite levar aos estudantes um pouco mais sobre o ambiente que eles vivem.

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O professor da rede municipal de Antonina, Willian Sant’Anna, falou sobre a importância de levar os alunos a campo. Foto: Maria Heiffer/JB Litoral

“Nós temos um pedaço da Mata Atlântica aqui, os alunos precisam ter esse respeito pela natureza e conhecer o ambiente onde eles moram, trazer projetos que tirem da sala de aula é essencial para que eles conheçam também o quintal de casa, digamos assim. Quando há atividades práticas, eles rendem muito melhor, tem uma aprendizagem mais significativa”, pontuou Willian.

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Para a professora, Tatiana Fonseca, a formação prepara os docentes para transmitir o conhecimento aos alunos. Foto: Maria Heiffer/JB Litoral

A professora na Escola Municipal Prof Gil Feres, Tatiana Fonseca, ressaltou que a formação irá ajudar no processo de conscientização das crianças. “Vivemos em meio a Mata Atlântica e é importante que a gente seja capacitado para transmitir esse conhecimento aos nossos alunos para que eles saibam que o meio ambiente é nosso quintal, é nossa casa, para aprender a cuidar melhor da cidade que a gente mora”, declarou Tatiana.

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