Com 280 atendimentos em menos de uma semana, central de regulação do SAMU Litoral em Curitiba é mais ágil, diz diretor da Sesa
A organização e o controle dos atendimentos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) do Litoral do Paraná passaram a ser feitos pela Central de Regulação de Urgência de Curitiba e Região Metropolitana desde o dia 1º de outubro. A mudança foi acordada oficialmente pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), pela Prefeitura de Curitiba, por prefeitos e autoridades de saúde das cidades litorâneas, durante reunião da Comissão Intergestores Bipartite, no último dia 30.
Na última quarta-feira (8), quando o serviço completou uma semana em funcionamento, o JB Litoral subiu a Serra e conversou com o diretor-geral da Sesa, César Neves. Segundo o gestor, a agilidade nos atendimentos ficou confirmada como uma das maiores características da unificação.

“Nós conseguimos ampliar o número de atendimentos e entendemos que, com a Central de Regulação instalada aqui, o serviço será prestado com mais eficácia, mais equidade e, principalmente, o paciente será direcionado para o hospital que oferece suporte ao seu caso”, disse Neves.
O diretor-geral também ressaltou que muitos atendimentos que eram direcionados ao Hospital Regional do Litoral (HRL), em Paranaguá, vão poder ser encaminhados para outros locais, como Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do Litoral, ou hospitais de Curitiba e cidades da Região Metropolitana da capital.
“Muitas regulações, às vezes, pecavam em confundir celeridade em atender o caso, com a resolução do problema. Se o paciente vai para um hospital que não tem o suporte necessário, perde-se um tempo que não se pode perder quando falamos de urgência e emergência”, afirmou.
“O paciente de maior complexidade, com a regulação aqui, muitas vezes tem um encaminhamento mais rápido, especialmente aqueles que precisam de uma ‘vaga zero’ em um grande hospital da capital. Quando a regulação era feita apenas no Litoral, era necessário um tempo maior para que o regulador de lá conversasse com o regulador daqui e fizessem a captura de leitos. Isso agora não acontece mais”, completou.
O que não muda: ligações para o 192
Para o diretor, é fundamental esclarecer que, embora os atendentes e médicos responsáveis pela triagem dos pacientes estejam geograficamente em Curitiba, nada muda no modo de acionar o SAMU: os moradores do Litoral continuam ligando para o número 192.

“A mudança é que, simplesmente, cai na Central da Regulação de Leitos de Curitiba, que trabalha junto com o Estado, no bairro do Hauer, na capital. Esse chamado vai ser triado também pelas equipes e, em tempo muito rápido, vai ser acionado não só o suporte no local, mas já o destino desse paciente. Dessa forma, não sobrecarrega nenhuma unidade de saúde, nem do Litoral, nem daqui, sempre seguindo o critério de complexidade do caso”, detalhou César Neves.
Ainda de acordo com o diretor-geral da Sesa, do dia 1º ao dia 7 de outubro, o número de atendimentos realizados na Central de Regulação integrada demonstra que, mesmo que a estrutura física esteja em Curitiba, o serviço está mais ágil.
“Desde à meia-noite do dia 1º até ontem [7 de outubro], nós já tínhamos praticamente 280* pacientes atendidos no Litoral do Estado, nesse novo sistema. São números superiores à média e isso demonstra a credibilidade, a confiança do povo do Litoral nas nossas estruturas e que funcionam muito bem”, revelou César.
O gestor também destacou que, independente de quem administra o serviço (Prefeitura ou Consórcios), ter a regulação sendo custeada pelo Estado resulta em menos despesas para as cidades. “Nós ganhamos uma escala muito mais robusta em tempo de resposta, com pacientes mais bem atendidos, além de recursos que, muitas vezes, os consórcios precisavam lançar mão e que agora podem ser investidos em outras áreas, igualmente importantes do ponto de vista assistencial da saúde”, finalizou.
*Os dados fornecidos durante a entrevista pelo diretor-geral da Sesa foram atualizados pela Secretaria, nesta segunda-feira (13). Segundo a pasta, nos primeiros sete dias de atendimento da Central de Regulação em Curitiba foram recebidas 505 chamadas.
