Nutricionista fala ao JB sobre riscos do excesso de chocolate na Páscoa


Por Diogo Monteiro Publicado 17/04/2025 às 16h53

Com a chegada da Páscoa, os corredores dos supermercados se enchem de ovos de chocolate, e é difícil resistir à tentação. Mas o consumo excessivo pode trazer consequências sérias para a saúde. O nutricionista Fernando Zacharias explica os principais riscos e dá dicas para aproveitar a data de forma mais equilibrada, especialmente quando se trata das crianças.

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Foto: Diogo Monteiro/JB Litoral

Segundo Fernando, o principal problema do exagero está no aumento da ingestão calórica, que pode levar ao ganho de peso. “O chocolate, especialmente os mais doces, contém grandes quantidades de açúcar, o que contribui para o risco de diabetes tipo 2 e cáries”, afirma. Além disso, muitos produtos contêm gordura saturada, que pode elevar os níveis de colesterol e aumentar o risco de doenças cardiovasculares.

Apesar dos riscos, o chocolate não precisa ser um inimigo. “Em quantidades moderadas, ele pode até trazer benefícios, mas o exagero anula esses efeitos positivos”, reforça.

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Fernando Zacharias faz alerta ao consumo excessivo. (Foto: arquivo pessoal).

Entre os diferentes tipos de chocolate, o nutricionista recomenda o chocolate amargo como a opção mais saudável. “Ele tem maior teor de cacau, normalmente acima de 70%, o que significa mais antioxidantes, como os flavonoides, que ajudam a melhorar a circulação e a reduzir inflamações”, explica Fernando. Por outro lado, chocolates ao leite e branco contêm mais açúcar e gordura, com menos propriedades benéficas.

Dá para comer chocolate na Páscoa sem culpa? Dá, sim!

Fernando garante que é possível saborear o chocolate na Páscoa sem prejudicar a saúde. “A dica é moderar nas porções. Um ovo pequeno, degustado aos poucos, pode proporcionar prazer sem exageros”, aconselha. Ele também sugere combinar o chocolate com frutas ou castanhas e manter uma alimentação equilibrada antes e depois da data.

Outra ideia interessante é alternar os tipos de chocolate, priorizando os mais amargos. “Eles matam a vontade de doce com menos quantidade, por serem mais intensos no sabor.”

Para os pequenos, o nutricionista recomenda alternativas criativas e mais saudáveis. “Chocolates com mais cacau, opções sem açúcar ou trufas caseiras feitas com tâmaras e nozes são boas escolhas”, diz Fernando. Ele também sugere rechear ovos com frutas secas ou castanhas e investir em brincadeiras, como a clássica caça aos ovos, que pode incluir brinquedos e surpresas, não apenas doces.

O recado é claro: não é preciso cortar o chocolate da Páscoa, mas sim consumir com consciência. Escolher melhor, comer com moderação e manter o equilíbrio nos demais hábitos pode fazer toda a diferença.

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