Perfil de consumo dos paranaenses fecha 2014 com endividamento estável e intenção de compras em queda


Por Redação JB Litoral Publicado 14/01/2015 às 12h00 Atualizado 14/02/2024 às 05h14

A taxa de endividamento se manteve estável no Paraná em 2014. Na média geral de janeiro a dezembro, 87,5% das famílias possuíam algum tipo de conta ou dívida com cheques pré-datados, cartões de crédito, carnês de lojas, empréstimo pessoal, compra de imóvel e prestações de carro e de seguros no ano passado. O resultado ficou muito parecido com a média de 2013, que foi de 87,37%. Os dados são da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), com base na Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) realizada mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O número de famílias endividadas no Estado teve aumento no último mês do ano, passando de 87,4% em novembro para 88,6% em dezembro. Em dezembro de 2013, o indicador foi de 84,4%, porém esteve mais alto no mesmo mês de 2012, quando 89,7% dos consumidores possuíam alguma dívida ou conta a pagar.

Dezembro também apresentou alta nas contas em atraso, com 27,1% ante 24,3% em novembro, e entre aqueles que não terão condições de pagar suas dívidas, com 11% ante 10,8% no mês anterior. A média anual de consumidores com contas atrasadas sem condições de quitação imediata ficou em 9,8%.

De acordo com a Fecomércio PR, o índice dos endividados com contas em atraso deve ser visto com certa cautela, inclusive no Paraná, estado que historicamente apresenta a menor taxa de desemprego do país. Este deve ser um ano de restrições para a economia brasileira e paranaense. Com o aumento gradual da inflação, é bastante provável que os juros continuem a subir, o que desestimula a atividade produtiva, afetando diretamente o varejo. Por isso, os empresários do comércio devem se planejar, avaliar os custos e investimentos, treinar seus vendedores e se reinventar para que possam enfrentar esse momento de estagnação.

As turbulências na economia trouxeram uma crise de confiança nos consumidores, que retraíram seus gastos. O indicador de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), tam
bém medido pela CNC e Fecomércio PR, decresceu ao longo do ano. Em janeiro de 2014 era de 151,4 pontos e caiu para 133,2 em dezembro, mesmo sendo considerado o melhor mês das vendas do comércio varejista. A média anual foi de 137,07 pontos, mas ainda acima da média nacional, que foi de 123,26 pontos.

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