Programa aproxima alunos da construção da Ponte de Guaratuba


Por Diogo Monteiro Publicado 26/06/2025 às 10h15

O Programa de Educação Patrimonial, vinculado às obras da Ponte de Guaratuba, promoveu uma atividade educativa com os alunos da Escola Municipal Iraci Miranda Kruger, aproximando-os da realidade da construção que irá ligar os dois extremos da cidade.

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Obras da Ponte de Guaratuba conectam estudantes ao legado cultural da região. Foto: MSR Ambiental

Estudantes do 4º e 5º ano participaram de oficinas de manufatura cerâmica, inspiradas nas técnicas utilizadas por comunidades pesqueiras tradicionais. Durante a atividade, a pesca artesanal foi tema de discussão em sala, reforçando sua importância para a identidade cultural e a economia local.

Segundo o arqueólogo e analista ambiental Pedro Procedino, a oficina proporcionou uma vivência prática de observação, exploração e apropriação de saberes tradicionais, conectando os alunos às técnicas ceramistas utilizadas por grupos indígenas que habitaram a região.

Mais do que produzir uma peça, os alunos aprenderam sobre a importância histórica da cerâmica, o uso consciente dos recursos naturais e a relação entre cultura e meio ambiente. Esses são pilares essenciais para a formação de uma consciência crítica e sensível ao patrimônio local”, explica o arqueólogo.

O Programa de Educação Patrimonial integra o conjunto de ações de valorização do patrimônio cultural local e dos resultados arqueológicos vinculados à obra da ponte. A iniciativa é desenvolvida pelo Consórcio Nova Ponte e tem como objetivo promover a sensibilização e o reconhecimento dos modos de vida tradicionais por meio de atividades educativas, participativas e integradoras.

Ações como essas são fundamentais para estabelecer uma ponte entre o passado e o presente, conectando os estudantes ao patrimônio cultural e ambiental. Quando uma criança molda uma vasilha de barro com as próprias mãos, ela não está apenas aprendendo uma técnica, está se conectando com uma história que é dela, enraizada no território em que vive. É uma forma de educação que sensibiliza, valoriza a diversidade cultural e transforma a forma como a comunidade se vê e se reconhece”, destaca Procedino.

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