Quase 1.400 presos estão em “saidinha” de Natal, no Paraná

Das cinco penitenciárias em que os custodiados receberam o indulto no Estado, duas ficam próximas ao Litoral, na Região Metropolitana de Curitiba


Por Redação JB Litoral Publicado 26/12/2025 às 10h13

Com pessoas de todo o estado e localidades vizinhas querendo um lugar ao sol durante as festividades de fim de ano e neste começo de verão, medidas preventivas na Segurança Pública estão sendo adotadas para manter o controle tanto do atual cenário do sistema carcerário da região, quanto para receber as pessoas detidas em flagrante ou durante as operações policiais que se intensificam nesta época.

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Nos dias 10 e 11 de dezembro, 134 custodiados foram transferidos de cadeias do Litoral para o Complexo Penitenciário de Piraquara

As ações começaram nos dias 10 e 11 de dezembro, quando a Polícia Penal do Paraná (PPPR) transferiu 134 pessoas privadas de liberdade das Cadeias Públicas de Guaratuba e Paranaguá. De acordo com as informações divulgadas pela Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp), as transferências garantem a ordem e o controle nas unidades penais litorâneas e abriram novas vagas para possíveis prisões durante o verão. Todos os detentos foram encaminhados para unidades do Complexo Penitenciário de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba.

Reforço e fiscalização

Na última terça-feira (23), a PPPR informou que intensificou o efetivo de policiais no Litoral e no Complexo de Piraquara para todo o período do Verão Maior Paraná. Ao todo, aproximadamente 140 policiais penais foram mobilizados para ampliar o efetivo em serviço nessas regiões estratégicas. O reforço inclui, conforme a necessidade e o tipo de evento realizado, o emprego de equipes especializadas da PPPR, como o Setor de Operações Especiais (SOE) e o Setor de Operações Táticas (SOT).

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Efetivo de policiais penais foi reforçado em cerca de 140 agentes no Litoral e região de Piraquara. Foto: PPPR

Segundo o diretor de Segurança Penitenciária da PPPR, Marcos Antonio de Paula, o planejamento especial é fundamental neste período do ano.

Já registramos, no passado, alguns casos de tentativa de fuga nesta época e, por conta disso, a PPPR estabelece um planejamento especial para garantir a ordem e a segurança nas unidades penais. No Complexo Penitenciário de Piraquara são aproximadamente 10 mil custodiados e precisamos estar preparados para manter tudo dentro da normalidade”, explica.

Também na antevéspera de Natal, agentes da PPPR realizaram uma inspeção na Cadeia Pública de Paranaguá.

Foram movimentadas 49 pessoas privadas de liberdade na operação, com o emprego do efetivo de 15 policiais penais e 5 monitores de ressocialização. A vistoria teve como foco prevenir tentativas de fuga, fortalecer a disciplina interna e verificar as condições da estrutura física da unidade. Nenhum aparelho celular, drogas ou arma artesanal foram localizados. 

As ações têm foco na prevenção de incidentes, no fortalecimento da disciplina interna e no apoio às demais forças de segurança que atuam no Verão Maior Paraná”, afirma Marcos Antonio de Paula.

Mais patrulhamentos

A PPPR ainda projeta um aumento nos patrulhamentos internos e externos das unidades penais da região de Curitiba e do Litoral, assim como no número de escoltas realizadas. Durante o Verão Maior Paraná anterior, entre dezembro de 2024 e fevereiro de 2025, houve um crescimento de 332% no número de escoltas, totalizando 5.974 ações, contra 1.382 no mesmo período de 2023 e 2024.

“Saidinha” de Natal

Um total de 1.338 pessoas que cumprem pena em regime semiaberto no Paraná receberam autorização judicial para a saída temporária durante o período do Natal e do Ano Novo. A medida segue critérios previstos na Lei de Execução Penal e tem como objetivo a reintegração social dos apenados. A responsabilidade pelo cumprimento da decisão é da PPPR, que atua no controle e fiscalização dos beneficiados durante o período da saída.

A chamada “saidinha” é concedida apenas aos detentos que atendem a requisitos específicos. Entre eles estão o bom comportamento carcerário, a ausência de faltas graves, a indicação de endereço familiar para visita e o compromisso de cumprir o recolhimento noturno.

Além disso, os beneficiados ficam proibidos de frequentar bares, casas noturnas ou locais semelhantes durante o período da saída temporária. Caso o detento não retorne à unidade prisional dentro do prazo estabelecido, ele será considerado evadido e terá mandado de prisão expedido.

Das 119 unidades prisionais existentes no Paraná, apenas cinco estão autorizadas a conceder o benefício da saída temporária. Nenhuma delas no Litoral:  CPAI – Piraquara; CPIM – Maringá; CRSL – Lapa; CRESL – Londrina e CRESA, em Assaí.

A autorização judicial vale apenas para essas unidades e segue critérios individuais de avaliação de cada detento.


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