Editoral: Pau que bate em Chico não bate em Francisco e assim a promessa foi desfeita


Por Redação

Tudo em regime de urgência, com o texto chegando à Câmara em cima da hora da votação. Em que mundo haveria tempo hábil para analisar mudanças que envolvem criação e alteração de cargos, vai e vem de secretarias, que em uma semana estão unificadas e, na outra, já são desmembradas novamente, com projetos sendo apresentados no limite do prazo? Em nenhum, muito menos em Paranaguá.

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Uma reforma vergonhosa, sem qualquer demonstração de que traria economia aos cofres públicos. Falar até papagaio fala, mas onde estão os cálculos, os dados que comprovem a necessidade dessas mudanças? Em que universo criar cargos, promover chefe de gabinete a secretário, dobrando salário, e transformar cargos comissionados em funções gratificadas seria algo inteligente, pensado no benefício da cidade e da população?

A palavra “transparência” aparece 20 vezes no plano de governo de Adriano Ramos. No documento de 62 páginas, ele prometia ética, transparência e participação social; transparência na educação; melhoria na comunicação e transparência; transparência e responsabilidade na gestão pública; transparência e prestação de contas; acesso à informação; e portal da transparência, entre outros pontos.

Onde está a tão citada transparência na demonstração de que a Reforma Administrativa vai economizar mais de R$ 30 milhões por ano? Onde está a transparência da rechonchuda Secretaria de Comunicação, abarrotada de cargos, mas que não consegue responder aos questionamentos dos jornalistas da cidade?

Pedro, celebrado no último dia 29, negou Cristo por três vezes antes que o galo cantasse. Judas Iscariotes traiu Jesus por 30 moedas de prata.

Com todo respeito às escrituras sagradas, a analogia cabe aos exemplos que temos hoje.

A palavra tão citada nas promessas para 2025 a 2028, a transparência, foi completamente deturpada antes mesmo de chegarmos a meados de 2026. A população teve sua confiança traída. Mas, como filhos de Deus, os moradores têm no coração a capacidade de perdoar.

Será que podemos ter esperanças de que essas lambanças deixem de acontecer? Será que as atitudes serão direcionadas ao cumprimento das promessas que embasaram a campanha? A nossa torcida sincera é para que isso se concretize, para que o poder não cegue as pessoas e não as impeça de serem agentes públicos de verdade, que honrem seus generosos salários e trabalhem pela população e pelo crescimento da cidade.

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