“Ele ficou vendo ela esvaindo sangue”, diz mãe da grávida assassinada pelo companheiro


Por Redação Publicado 05/11/2025 às 13h00

A mãe de Jéssica Rodrigues da Costa, de 31 anos, grávida de sete meses, revelou detalhes sobre o assassinato da filha, morta a facadas pelo ex-companheiro na madrugada de sábado (1º), em Paranaguá, no Litoral do Paraná.

Segundo a mãe, o homem identificado como Juliano do Rosário Cerqueira, de 27 anos, além de golpear Jéssica com uma faca, chutou a barriga dela diversas vezes e impediu que fosse socorrida. As informações são do portal Banda B, parceiro do JB Litoral.

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Juliano confessou ter assassinado a ex-mulher. Foto: Reprodução/Redes sociais

“Ele sempre judiou dela, sempre. Antes ele judiava batendo, a ponto de agredir com faca. Fazia uns seis meses que eles estavam separados. Ele bebeu muito, usou droga e invadiu a casa da minha filha meia-noite, mais ou menos. Pegou uma cadeira, sentou e queria que minha filha ingerisse drogas e bebidas alcoólicas”, contou a mãe, em entrevista à Ric RECORD.

De acordo com a família, Jéssica foi atingida por três golpes de faca — um no peito e dois nos braços — e também sofreu ferimentos causados pelos chutes. Ela foi atacada enquanto estava sentada em uma cadeira. A delegada Maluhá Soares, responsável pelo caso, informou que o crime foi presenciado pelos três filhos da vítima, de 4, 9 e 13 anos.

“Ele deu o primeiro golpe no peito e dois no braço. Quando ela tentou levantar pra pedir socorro, ele passou uma rasteira nela e ela caiu no chão. Quando caiu, ele deu um monte de golpes e uns oito ou dez chutes na barriga dela. Não tinha como tirar a criança, tava muito machucada. A criança ficou totalmente deformada por causa dos chutes. Não tinha como velar do lado dela”, relatou a mãe, chorando.

Ainda segundo ela, o agressor permaneceu no local com a faca na mão, impedindo qualquer tentativa de socorro. “Ele ficou vendo ela esvaindo sangue. Não deixava ninguém chegar. Só saiu quando viu as lanternas da viatura”, disse.

Jéssica chegou a ser levada em estado grave ao Hospital Regional do Litoral (HRL), mas não resistiu aos ferimentos. O bebê também morreu.

“Após algum tempo, o autor acabou se entregando na delegacia e confessou o crime. De início, ele falou que eles tiveram um desentendimento e que, no calor do momento, acabou desferindo as agressões. Sobre a motivação, ele não entrou em detalhes”, explicou a delegada.

O homem permanece preso, e o caso é investigado pela Polícia Civil de Paranaguá.

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