Gestante morre em Paranaguá e caso levanta dúvidas sobre atendimento na rede de saúde


Por Maisy Pires Publicado 06/05/2026 às 12h18

A morte de Disleine Neves Costa, de 36 anos, registrada na manhã desta terça-feira (5), em Paranaguá, está sendo apurada e levanta questionamentos sobre o atendimento prestado na rede pública de saúde. A mulher, que estaria grávida de aproximadamente cinco meses, foi encontrada sem vida em sua residência, na Vila São Vicente.

OBITO GESTANTE PARANAGUA
Dislene foi encontrada morta dentro de casa pelo próprio filho. Foto: reprodução/redes sociais

De acordo com informações da Polícia Militar, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado pelo filho da vítima, um adolescente de 14 anos, após ele perceber que a mãe não apresentava sinais de normalidade. Ao chegar ao local, a equipe constatou o óbito. Não havia sinais aparentes de violência.

Diante das circunstâncias, a Polícia Civil foi acionada e acompanhou a ocorrência. Como a médica do Serviço de Verificação de Óbitos (SVO) não emitiu a declaração de morte, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Paranaguá, onde exames devem apontar a causa da morte.

O velório de Disleine ocorre na Capela Municipal, e o sepultamento está previsto para as 15h, no Cemitério São Benedito, na Vila São Vicente.

Horas antes do óbito

O JB Litoral procurou a Secretaria Municipal de Saúde, que informou que Dislene não buscou atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Paranaguá antes do óbito. A pasta também destacou que a paciente realizava acompanhamento gestacional fora da rede básica municipal e não havia iniciado protocolo de pré-natal em uma Unidade Básica de Saúde (UBS).

Ainda assim, permanecem dúvidas sobre um possível atendimento hospitalar por conta própria. Disleine estava na quarta gestação, sendo que a anterior havia sido classificada como de risco. Informações preliminares apontam para uma possível passagem pelo Hospital Regional do Litoral horas antes da morte, o que ainda não foi confirmado oficialmente.

Diante das incertezas, o JB Litoral encaminhou questionamentos à Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), responsável pela unidade. A reportagem solicitou a confirmação de eventual atendimento da paciente, a verificação de registro da gestação em prontuário, os procedimentos realizados e a conduta médica adotada, além de questionar se houve abertura de investigação interna sobre o caso. A Sesa informou que analisa as informações.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, e novas informações devem ser divulgadas após a conclusão dos laudos periciais.


Sobre

Jornalista formada pela Universidade Tuiuti do Paraná, com pós-graduação em Comunicação e Oratória, atua há mais de 10 anos na área, com experiência em portais, televisão, rádio e assessoria de imprensa. Atualmente, é editora-chefe do JB Litoral, onde lidera a produção de conteúdo com foco em informação de qualidade e responsabilidade.

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