Gestante morre em Paranaguá e caso levanta dúvidas sobre atendimento na rede de saúde
A morte de Disleine Neves Costa, de 36 anos, registrada na manhã desta terça-feira (5), em Paranaguá, está sendo apurada e levanta questionamentos sobre o atendimento prestado na rede pública de saúde. A mulher, que estaria grávida de aproximadamente cinco meses, foi encontrada sem vida em sua residência, na Vila São Vicente.

De acordo com informações da Polícia Militar, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado pelo filho da vítima, um adolescente de 14 anos, após ele perceber que a mãe não apresentava sinais de normalidade. Ao chegar ao local, a equipe constatou o óbito. Não havia sinais aparentes de violência.
Diante das circunstâncias, a Polícia Civil foi acionada e acompanhou a ocorrência. Como a médica do Serviço de Verificação de Óbitos (SVO) não emitiu a declaração de morte, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Paranaguá, onde exames devem apontar a causa da morte.
O velório de Disleine ocorre na Capela Municipal, e o sepultamento está previsto para as 15h, no Cemitério São Benedito, na Vila São Vicente.
Horas antes do óbito
O JB Litoral procurou a Secretaria Municipal de Saúde, que informou que Dislene não buscou atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Paranaguá antes do óbito. A pasta também destacou que a paciente realizava acompanhamento gestacional fora da rede básica municipal e não havia iniciado protocolo de pré-natal em uma Unidade Básica de Saúde (UBS).
Ainda assim, permanecem dúvidas sobre um possível atendimento hospitalar por conta própria. Disleine estava na quarta gestação, sendo que a anterior havia sido classificada como de risco. Informações preliminares apontam para uma possível passagem pelo Hospital Regional do Litoral horas antes da morte, o que ainda não foi confirmado oficialmente.
Diante das incertezas, o JB Litoral encaminhou questionamentos à Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), responsável pela unidade. A reportagem solicitou a confirmação de eventual atendimento da paciente, a verificação de registro da gestação em prontuário, os procedimentos realizados e a conduta médica adotada, além de questionar se houve abertura de investigação interna sobre o caso. A Sesa informou que analisa as informações.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, e novas informações devem ser divulgadas após a conclusão dos laudos periciais.
