Guarda Municipal de Paranaguá é investigado por denúncia de abuso contra a própria filha
Um Guarda Civil Municipal de Paranaguá, de 50 anos, está sendo investigado pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) após ser denunciado por abusar da própria filha, hoje com 17 anos.
O caso foi registrado no dia 8 de abril pela mãe da jovem. Segundo o Boletim de Ocorrência, os abusos teriam ocorrido em diversas ocasiões desde 2025, quando a vítima ainda iniciava a adolescência.
Em depoimento, a mãe descreveu o marido como uma figura opressora e manifestou temor pela segurança da família, já que o suspeito possui acesso a arma de fogo devido à sua profissão. Medidas protetivas de urgência foram solicitadas para ambas.
Como o relato envolve toques inapropriados, não houve necessidade de perícia inicial, mas a adolescente foi orientada a buscar suporte psicológico no Centro de Atendimento Integrado Especializado para Crianças e Adolescentes Vítimas de Violência (Caicavv) do município.
Em nota ao JB Litoral, a PCPR informou que o caso está sendo investigado e corre sob sigilo por envolver menor de idade.
O que diz a administração municipal
O JB também entrou em contato com a Prefeitura de Paranaguá, que informou, por meio de nota, que a “Secretaria Municipal de Segurança, em conjunto com a Guarda Civil Municipal, informa que tomou conhecimento das informações recentemente divulgadas envolvendo suposta conduta de integrante da corporação no âmbito de sua vida privada”.
A administração municipal ressaltou ainda que não compactua com quaisquer práticas que violem a legislação vigente, os princípios da administração pública ou os deveres inerentes à função pública.
“A situação está sendo cuidadosamente analisada e, no que couber à esfera administrativa, serão adotadas as medidas pertinentes, com a devida apuração por meio dos órgãos competentes de controle e correição. A Secretaria Municipal de Segurança e a Guarda Civil Municipal reiteram seu compromisso com a legalidade, a ética, a transparência e a proteção da sociedade, permanecendo à disposição das autoridades para colaborar com quaisquer investigações”, diz o comunicado.
Por fim, reforçou que “eventuais responsabilidades serão apuradas com rigor, observando-se os trâmites legais aplicáveis”.
Sobre o afastamento do GCM, o secretário de Segurança, Francisco Leudomar Nóbrega dos Santos, informou ao JB Litoral que o servidor exercia função gratificada como Encarregado Especial do Centro de Suporte Logístico, a qual já não ocupa mais.
Em relação à permanência na Guarda Civil Municipal, o secretário afirmou que a pasta irá aguardar o posicionamento do Ministério Público, destacando que todas as medidas legais cabíveis serão adotadas pela secretaria.
