Mãe procura por jovem desaparecido em Paranaguá


Por Diogo Monteiro Publicado 29/09/2025 às 17h37

O desaparecimento de Samuel Patrick dos Santos, 21 anos, preocupa familiares em Paranaguá desde a última sexta-feira (26). Segundo a mãe, Gleicy Kelli dos Santos Nascimento, o jovem morava com os avós e trabalhava em uma empreiteira. Ele deixou de retornar para casa e não compareceu ao trabalho. Desde então, ela procura órgãos de segurança em busca de informações sobre o paradeiro do filho.

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Samuel Patrick está desaparecido desde sexta-feira (26). Foto: Redes Sociais

O último contato dela com Samuel foi na segunda-feira (22), quando ele levou as irmãs até a padaria onde a mãe trabalha. “Depois disso, ele saiu para trabalhar e não voltou mais. Ninguém brigou, não teve discussão. Ele simplesmente desapareceu”, contou Gleicy.

Na terça-feira (23), Samuel ainda foi visto pelo avô trabalhando em uma empreiteira. Mas na quinta-feira (25) começaram os rumores de que ele teria sido levado durante a madrugada na região do bairro São Jorge. “Eu não levei muito em consideração, porque o povo fala demais. Mas depois vieram dizer que tinham visto ele de Uber na vila e que os faccionados já sabiam que o Patrick tinha descido por lá”, relatou a mãe.

No domingo (28), populares encontraram um corpo em avançado estado de decomposição em um matagal às margens da BR-277, próximo à Vila São Jorge II. “Me ligaram dizendo para eu ir reconhecer porque acreditavam que era ele. Eu estava sozinha na padaria, entrei em desespero. Mas ainda não temos confirmação oficial”, contou Gleicy.

Um detalhe que gera dúvida é que as roupas encontradas com o cadáver não batem com as que Samuel usava no dia em que saiu de casa. “Isso não quer dizer que não seja ele, mas aumenta a incerteza. O carregador, os calçados, está tudo lá em casa. Pode ser que ele tenha pegado roupas emprestadas, porque ficava dias no trabalho. Mas até agora, ninguém sabe ao certo”, explicou.

Exame para identificação

Na manhã desta segunda-feira (29), Gleicy esteve na sede da Polícia Científica, em Paranaguá, para coleta de impressões digitais que devem ajudar no processo de identificação.

Ela reconhece que o filho já teve envolvimento com a criminalidade, mas reforça que ele estava tentando reconstruir a vida. “Ele teve uma passagem por tráfico e estava respondendo por assalto, mas foi absolvido de uma acusação. Voltou para casa, estava trabalhando, estava tudo bem. Ele não era um guri ruim. Não tinha motivo para desaparecer”, desabafou.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, e a Polícia Científica deve divulgar, nos próximos dias, a identidade do corpo encontrado.

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