Mistério em Paranaguá e Matinhos: duas mulheres morrem em circunstâncias suspeitas
Dois casos de mulheres mortas de forma misteriosa surgiram em Paranaguá nesta segunda-feira, 30, e na cidade de Matinhos no sábado, 28. Em pelo menos um dos casos, suspeita-se que a morte possa ter sido provocada pelo uso de entorpecentes.
Corpo encontrado em Paranaguá
Na tarde de segunda-feira, 30, a Polícia Militar recebeu um chamado sobre um corpo encontrado no quintal de uma casa na Rua Washington Luiz, no Porto dos Padres, em Paranaguá. Moradores da área descobriram a mulher caída, que aparentava viver sozinha na parte dos fundos de um imóvel em condições de abandono.
Ao chegarem ao endereço, os policiais militares constataram que não havia sinais de violência no corpo. Uma equipe do Samu também foi ao local e confirmou a morte da vítima, de 35 anos. Nas primeiras análises, foi apurado que a morte possa ter sido causada por overdose.
Jovem chega sem vida à UPA em Matinhos
Enquanto isso, no sábado, 28, uma jovem de apenas 19 anos, identificada como Kemily Lorrana Cain, chegou sem vida à UPA do balneário Praia Grande, em Matinhos. A Guarda Municipal foi acionada por volta das 7h para atender uma ocorrência relacionada a tumultos após a morte da jovem.
No local, a equipe de atendimento encontrou quatro pessoas que trouxeram Kemily, a qual era da cidade de Imbituva, distante 60 km de Ponta Grossa, e inicialmente identificada como Eloisa devido a um documento que ela portava. Os militares apuraram que a moça chegou com um quadro cianótico, molhada e com areia pelo corpo. Imediatamente, a equipe do posto iniciou manobras de reanimação cardiopulmonar, mas, às 6h41, houve a constatação da rigidez cadavérica, levando à suspensão das tentativas de ressuscitação.
Os envolvidos, dois rapazes e duas moças de São José dos Pinhais, relataram que conheceram Kemily há cerca de dois dias por meio de redes sociais. Após um encontro em Pinhais, decidiram ir ao litoral. Durante a viagem, a jovem apresentou um comportamento alterado, agindo de forma violenta após uma parada para uso do banheiro. Ao chegarem à praia, ela permaneceu no carro enquanto os outros se dirigiram à areia.
Uma das moças, percebendo uma movimentação estranha dentro do veículo, rapidamente foi até lá e encontrou Kemily com a face arroxeada. Desesperada, pediu ajuda para retirar a jovem do carro e iniciar as manobras de reanimação, mas não obteve resposta. Um popular também foi solicitado para ajudar e Kemily acabou levada à UPA, onde, após a confirmação da morte, a equipe médica acionou a Polícia Civil.
Na sequência das diligências, os policiais entraram em contato com os familiares, que relataram que a jovem não se chamava Eloísa, mas sim Kemily, possivelmente usando a identidade de outra pessoa. O corpo acabou recolhido por agentes do IML em Paranaguá para exames complementares e, no dia seguinte, os familiares confirmaram sua identidade.
Ambos os casos permanecem sob investigação da Polícia Civil.
