Operação da PCPR desmantela quadrilha de golpes e lavagem de dinheiro


Por Redação Publicado 03/09/2025 às 09h22

Nesta quarta-feira (3), a Polícia Civil do Paraná (PCPR) saiu às ruas para cumprir 189 mandados judiciais contra uma organização criminosa especializada em golpes eletrônicos e lavagem de dinheiro. Essa operação, realizada simultaneamente em nove estados — Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Goiás, Pará, Tocantins e Maranhão — mobiliza mais de 500 policiais civis.

Após dois anos de investigação, a PCPR revelou um esquema estruturado de fraudes eletrônicas, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Além disso, a operação inclui 57 mandados de prisão e 132 de busca e apreensão.

De acordo com as informações da PCPR, as apurações identificaram um prejuízo de pelo menos R$ 5,4 milhões às vítimas. O grupo utilizava diversos métodos para acessar contas bancárias e, em seguida, pulverizava os valores em várias contas, dificultando o bloqueio e o rastreamento.

O delegado Emmanoel David detalhou o andamento das investigações. “Conseguimos mapear toda a estrutura do grupo, identificar os líderes e rastrear o caminho do dinheiro obtido com os golpes. Esse trabalho minucioso, portanto, permitiu chegar a esta fase da operação”, disse.

Investigação

A investigação apontou líderes do estado de São Paulo como os autores intelectuais dos golpes, sendo responsáveis por coordenar a atuação nacional da quadrilha. Além disso, a PCPR identificou dezenas de pessoas envolvidas na associação criminosa, que ocultavam e dissimulavam valores.

O delegado Reinaldo Zequinão destacou a importância do aprofundamento das apurações. “A análise do material coletado ao longo da investigação foi, sem dúvida, essencial para comprovar a participação dos envolvidos e revelar como funcionava a movimentação financeira do grupo criminoso“, ressaltou.

Os mandados estão sendo cumpridos em diversas cidades, incluindo Gravataí, Viamão, Canoas, São Leopoldo, Porto Alegre, Novo Hamburgo, Parobé, Esteio, Cachoeirinha e Victor Graeff, no Rio Grande do Sul. Joinville, em Santa Catarina e, no estado de São Paulo, além da capital, Ribeirão Preto, Sorocaba, Peruíbe, Conchal e Chavantes.

A ação também acontece na capital do Rio de Janeiro e em São Gonçalo; Samambaia e Santa Maria, no Distrito Federal, e Panaltina, em Goiás. Em Marabá, no Pará; Augustinópolis, Araguaína e Palmas, em Tocantins; e Governador Edison Lobão e Imperatriz, no Maranhão, também são realizada diligências .

Por fim, o material apreendido deve embasar novas etapas da investigação e, assim, ampliar a responsabilização dos envolvidos.

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