Pitbull morre após ser baleado por policial militar em Paranaguá; caso é investigado


Por Maisy Pires Publicado 18/05/2026 às 12h34

Um cachorro da raça pitbull morreu após ser baleado durante uma ocorrência registrada na noite deste domingo (17), no bairro Vila Horizonte, em Paranaguá. O caso é investigado pela Polícia Civil.

Pitbull baleado PM
O policial militar efetuou dois disparos contra o animal. Foto: reprodução

De acordo com o boletim de ocorrência, a equipe policial foi acionada para atender uma denúncia de possível maus-tratos a animais. A tutora do cachorro afirmou que o vizinho, um policial militar, teria atirado no animal após ele pular o muro e atacar o cachorro de uma família que mora nos fundos da residência.

Segundo o registro, ao chegar ao local, os policiais foram recebidos pelo cabo da Polícia Militar, que relatou ter efetuado dois disparos em legítima defesa após o pitbull invadir novamente sua residência.

O policial afirmou que o cachorro já havia atacado anteriormente seu cão de pequeno porte, causando ferimentos graves no animal e despesas veterinárias. Ainda conforme o relato, no dia da ocorrência, o pitbull teria voltado a invadir o imóvel e atacado sua perna enquanto tentava conversar com os vizinhos sobre a situação.

A tutora do cachorro, porém, contestou a versão apresentada pelo militar. Segundo ela, o policial teria entrado na residência sem autorização e realizado os disparos enquanto o filho dela tentava conter o animal.

Polícia Civil se manifesta

Em nota enviada ao JB Litoral, a Polícia Civil do Paraná informou que o autor dos disparos foi encaminhado à delegacia na noite de domingo (17), em Paranaguá.

“A PCPR informa que o autor dos disparos foi encaminhado à delegacia na noite deste domingo (17), em Paranaguá. Em razão da ausência de testemunhas e de outros fatores analisados pela autoridade policial, o homem foi liberado. Ele apresentava lesões, aparentemente de mordidas de cachorro, e passará por exames periciais para a confirmação. A PCPR investiga o caso para o esclarecimento completo dos fatos”, informou a corporação.

ONG acompanha o caso

A presidente da ONG Focinhos Carentes, Camila Cabral, afirmou ao JB Litoral que a entidade recebeu uma denúncia anônima informando que um policial militar teria entrado em uma residência e atirado contra uma cadela, que morreu no local. Segundo ela, o animal estava preso em uma corrente no momento do disparo.

“Ele alegou legítima defesa, mas isso não existe, porque a cachorrinha estava presa. Existem fotos do animal já sem vida e nós queremos justiça”, declarou.

Camila também afirmou que a ONG acompanha o caso e pretende cobrar providências das autoridades. “Nossa cidade está cansada de ver crimes ficarem impunes, ainda mais quando envolvem uma autoridade que deveria proteger a população. Em vez disso, acabou tirando a vida desse animal”, disse.

Segundo a presidente, uma manifestação está sendo organizada e representantes da causa animal devem se reunir com a delegada Kemely, responsável pela área ambiental e de proteção animal.

“Nós estaremos junto com a Prefeitura e o município pedindo justiça pela Kitana, uma cachorrinha de apenas três anos que teve a vida tirada de forma covarde. Toda a população e os protetores animais estão revoltados com essa situação. Precisamos cobrar do poder público para que esse crime não fique impune”, completou.


Sobre

Jornalista formada pela Universidade Tuiuti do Paraná, com pós-graduação em Comunicação e Oratória, atua há mais de 10 anos na área, com experiência em portais, televisão, rádio e assessoria de imprensa. Atualmente, é editora-chefe do JB Litoral, onde lidera a produção de conteúdo com foco em informação de qualidade e responsabilidade.

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