Um ano após desaparecimento, exame de DNA confirma que ossada encontrada em Pontal é de Sandra Mara
A Polícia Científica do Paraná confirmou na tarde desta segunda-feira (15), por meio de exame pericial de DNA, que a ossada humana encontrada em Pontal do Paraná pertence a Sandra Mara da Silva Camargo, de 49 anos, desaparecida desde 13 de dezembro de 2024.

A ossada foi localizada no dia 20 de agosto de 2025, em um terreno na Rua Figo, no balneário Praia de Leste, em Pontal do Paraná, próximo à residência onde Sandra Mara morava. Os ossos foram encontrados por trabalhadores que realizavam a construção de um muro no local. A área foi imediatamente isolada por equipes da Polícia Civil e da Polícia Científica, que realizaram os procedimentos periciais.

Após a coleta, o material foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) e, posteriormente, submetido a exames de genética forense, que confirmaram o vínculo de maternidade entre a ossada e a filha da vítima, permitindo a identificação oficial.
Nota do advogado da família
Em nota, o advogado Leonardo Mestre Negri, que atua como assistente de acusação e representante da família da vítima, afirmou que a confirmação pericial põe fim às dúvidas sobre o destino de Sandra Mara.
“A confirmação pericial da Polícia Científica põe fim à incerteza e, com base em prova técnica irrefutável, estabelece que Sandra Mara foi vítima de feminicídio. Desde o dia de seu desaparecimento, a família tem se mantido firme, atuando de forma responsável e ativa nas buscas e no acompanhamento das investigações, sempre com um compromisso inabalável com a verdade”, destacou.
Segundo o advogado, com a materialidade definitivamente comprovada, a expectativa é de que o réu seja pronunciado e levado a julgamento. “Trata-se de um crime cuja punição é das mais rigorosas previstas na legislação brasileira. A morte de Sandra deverá ser apreciada pelo Tribunal do Júri com a seriedade que o caso exige, para que a justiça prevaleça”, concluiu.
Relembre o caso
Sandra Mara foi vista pela última vez no dia 13 de dezembro de 2024, após sair da panificadora onde trabalhava três vezes por semana, em Matinhos, e seguir para casa, em Pontal do Paraná. A diarista utilizava bicicleta para ir e voltar do trabalho.

Ela e o companheiro, Aleandro Lourenço de Barros, moravam em Pontal do Paraná havia menos de um ano. O casal havia se mudado de Santa Tereza do Oeste (PR) em dezembro de 2023, passou cerca de dois meses em Florianópolis (SC) e, posteriormente, fixou residência no bairro Jacarandá, em Pontal.
Denúncia e processo judicial
No dia 14 de abril, o Ministério Público do Paraná (MPPR), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Pontal do Paraná, ofereceu denúncia criminal contra Aleandro Lourenço de Barros, de 33 anos. O pedido foi acatado pela Justiça poucas horas depois, e o acusado segue preso.
De acordo com o MPPR, Aleandro responde pelos crimes de feminicídio majorado, pelo uso de meio cruel e por recurso que dificultou a defesa da vítima, além de ocultação de cadáver.
O processo encontra-se na fase final da primeira etapa do rito do Tribunal do Júri, aguardando a decisão de pronúncia, que definirá se o réu será levado a julgamento pelo Conselho de Sentença.
