“Não concordo, mas respeito”, diz Renan Britto ao JB sobre cassação


Por Redação

Após o JB Litoral divulgar a cassação do diploma de Renan Britto (Progressistas), reeleito para o segundo mandato em 2024, o vereador esteve na redação do JB, na tarde desta terça-feira (14), e afirmou que vai recorrer da decisão da Justiça Eleitoral do Paraná.

VEREADOR RENAN BRITTO – FOTO JB LITORAL (1)
Renan Britto rebateu as acusações. Foto: JB Litoral

Em entrevista ao JB, Britto disse “não concordar, mas respeitar” a decisão e reforçou sua confiança na Justiça e na reversão do caso. O parlamentar nega qualquer envolvimento em práticas ilícitas e afirma que o processo não analisou com a profundidade necessária as provas apresentadas pela defesa.

“Respeito a decisão, mas não concordo. Tenho consciência tranquila, fiz uma campanha limpa e transparente. Acredito na Justiça e vou recorrer porque confio que tudo será revertido”, declarou o vereador.

Entenda o caso

A decisão, assinada pelo juiz Leonardo Marcelo Mounic Lago, da 5ª Zona Eleitoral, atendeu integralmente o pedido do Ministério Público Eleitoral (MPE), que acusou Renan Britto de se beneficiar de um suposto esquema de compra de votos.

Segundo a sentença, a suspeita surgiu no dia da eleição, 6 de outubro de 2024, quando uma abordagem policial em uma distribuidora de bebidas resultou na prisão de quatro pessoas. Entre elas estava Jurandir Ferreira Fernandes, que teria afirmado ter recebido R$ 50,00 em troca do voto.

Durante o julgamento, o juiz considerou as provas apresentadas — inclusive laudos e depoimentos de outros processos — suficientes para confirmar o crime eleitoral e decretou a cassação do mandato de Britto.

A versão do vereador

Renan Britto rebateu as acusações, afirmando que não há provas concretas que o relacionem ao caso. Ele sustenta que as evidências apresentadas são circunstanciais e não demonstram sua participação.

“A lei é clara: tem que haver prova robusta. E nós afastamos qualquer sombra de prova. Nenhum dos fatos corresponde à realidade do que foi a nossa campanha”, declarou.

O vereador destacou que o material citado no processo — santinhos apreendidos — é algo comum em campanhas eleitorais.

“Distribuí santinhos em praticamente 70% dos 74 bairros de Paranaguá. É impossível controlar onde o eleitor deixa o material. Isso não pode ser interpretado como crime”, afirmou.

Britto também negou qualquer vínculo com as pessoas envolvidas. “Não tenho relação com essas pessoas. Conheço alguns comerciantes de vista, como qualquer político que anda pela cidade, mas não tenho afinidade ou proximidade com ninguém citado no processo”, reforçou.

Próximos passos

Segundo o vereador, sua equipe jurídica já prepara o recurso que será protocolado no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PR). Antes, ainda serão apresentados embargos de declaração na própria 5ª Zona Eleitoral.

“Meu advogado ficou surpreso com a decisão, mas confiante. Tivemos uma reunião longa, e ele acredita na reversão. A Justiça vai reconhecer que não há base sólida para essa condenação”, afirmou.

Enquanto o recurso tramita, Renan permanece no cargo e continua exercendo o mandato normalmente. Ele disse estar preparado para esclarecer dúvidas da população e manter o ritmo de trabalho.

“As pessoas me param na rua, querem entender o que aconteceu. Tenho paciência para explicar, porque devo satisfação a quem votou e a quem não votou em mim. Continuo na rua, ouvindo a população e trabalhando por Paranaguá”, declarou.

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