Rozane Osaki vence processo na Justiça e se mantém prefeita eleita de Antonina: “É hora de trabalhar por todos vocês”


Por Brayan Valêncio Publicado 12/12/2024 às 10h26 Atualizado 15/12/2024 às 22h27

Após um mês e meio de expectativas, a prefeita eleita de Antonina, Rozane Osaki (PSD) e o vice, Professor Diogo (PL), foram absolvidos pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) no processo que tinha cassado, em primeira instância, o registro de candidatura da chapa por, supostamente, terem decretado a gratuidade do transporte coletivo em junho, às vésperas da eleição, com finalidade eleitoreira.

Rozane Osaki foi para as redes sociais celebrar vitória na Justiça Eleitoral
Rozane Osaki foi para as redes sociais celebrar vitória na Justiça Eleitoral. Foto: Assessoria de imprensa

A denúncia do Ministério Público Eleitoral (MPE) defendia que o atual prefeito José Paulo Vieira Azim (PSD), junto com sua vice Rozane Osaki, teriam implementado a isenção na tarifa do transporte público “sem vínculo com qualquer situação de calamidade pública, estado de emergência ou programas sociais previamente estabelecidos e autorizados por legislação específica, e não constava na lei orçamentária anual vigente”.

Com a sentença, os candidatos que acabaram vencendo a disputa nas urnas recorreram ao TRE-PR e foram a julgamento nesta quarta-feira (11). Por quatro votos a três, prevaleceu a tese de que não houve irregularidade na implantação do Tarifa Zero na cidade.

A desembargadora Claudia Cristina Cristofani foi a primeira a votar nesta sessão e iniciou seu voto dizendo que faria uma divergência enfática do voto do relator, que foi divulgado na plenária de terça-feira (10). “Na minha opinião a jurisprudência é bastante clara ao proibir a concessão de benesses à população às véspera do pleito e foi exatamente o que aconteceu aqui”, disse a magistrada que votou para manter a cassação.

Na sequência, o desembargador Guilherme Frederico Hernandes Denz foi na mesma linha e disse que reduzir tarifa do transporte coletivo em uma data próxima a eleição pode impactar diretamente na opinião do eleitorado e que é até difícil mensurar como essa atitude interfere no pleito “A tarifa zero no ano da eleição, às vésperas do pleito é, para mim, de muita gravidade”, disse o desembargador que também reforçou que nenhuma lei ou estudo anterior previam a redução da tarifa na cidade.

Em resposta às divergências, o desembargador José Rodrigo Sade, que relatou o processo, disse que ao ler as provas, ficou sem respostas que seriam essenciais para condenar a prefeita eleita. “Quantas linhas de ônibus tem em Antonina? Quantas pessoas usam o transporte coletivo da cidade? Qual o custo que a prefeitura teve para aplicar o subsídio? Eram perguntas que deveriam ser feitas, mas o Ministério Público não pediu provas e ficou por aí”, rebateu o relator que ainda disse que não havia irregularidade comprovada na denúncia.

Já o presidente do tribunal, desembargador Sigurd Roberto Bengtsson, afirmou que concordava com o relator, mas que ouviu o voto da divergência e que passou a entender que a ação do prefeito Zé Paulo de zerar o preço da passagem pública era grave. “Transporte é um direito fundamental e é tão importante nas eleições que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concedeu o transporte gratuito no dia das eleições. Quem pode fazer isso é a Justiça Eleitoral”, disse o presidente do TRE-PR.

Mas, com os votos do relator, e dos desembargadores Luiz Osório Moraes Panza, Anderson Ricardo Fogaça e Julio Jacob Junior, que entenderam que não haviam provas suficientes para incriminar os gestores municipais, ficou definido que Rozane Osaki não teria a candidatura cassada e que pode ser diplomada, além de ter o direito de assumir a prefeitura em 1º de janeiro de 2025.

Apesar da absolvição por maioria do pleno do TRE-PR, uma multa foi estipulada no valor de R$ 50 mil para demonstrar que, na visão dos magistrados, a corte precisa relembrar que a conduta da atual administração em zerar a tarifa do transporte coletivo em plena campanha eleitoral foi reprovável.

Rosane Osaki celebra resultado

Em sua rede social, a prefeita eleita postou um vídeo celebrando a vitória no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná “Graças a Deus o processo foi concluído e a justiça foi feita! Agora é hora de trabalhar por todos vocês de Antonina com amor, competência e união. Vamos juntos fazer a diferença na nossa cidade! Muito obrigada a todos pelo apoio e pelas orações”, escreveu Rosane Osaki.

A publicação da futura prefeita conta com quase 500 interações de eleitores comemorando o resultado e mais de 138 compartilhamentos. “Deus abençoe sua caminhada de vitória”, escreveu um morador de Antonina. Outra seguidora disse que “a justiça foi feita e a vitória foi merecida”.

Com três votos divergentes sendo considerados contundentes pela própria maioria vencedora, o Ministério Público Eleitoral ou a parte acusadora podem recorrer do entendimento formado pelo TRE-PR. Com isso, o processo será enviado para Brasília e o TSE tomará a decisão final.

Mas, enquanto não houver uma sentença da mais alta corte eleitoral do Brasil, Rozane e Diogo seguem habilitados e com plenos direitos de serem os próximos prefeitos de Antonina.


Sobre

Jornalista, pós-graduado em Mídias Digitais, com passagem por veículos nacionais como CNN Brasil, Jovem Pan News e Record. Atuou em rádio, TV e internet, além de ter sido colunista de política no portal RIC.com.br.

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