Trabalhadores realizam manifestação contra projeto que altera a Lei dos Portos
Em um movimento nacional, os trabalhadores portuários de Paranaguá se reuniram na manhã desta sexta-feira (13) no Portão 5, em frente ao Palácio Dom Pedro II, principal acesso dos trabalhadores ao cais do Porto de Paranaguá. A mobilização teve como alvo o Projeto de Lei 733/2025, que ameaça a exclusividade da categoria no trabalho portuário.

Para o presidente da Intersindical e do Sindicato dos Estivadores, João Fernando da Luz, o projeto representa uma ameaça direta à estrutura histórica do trabalho portuário em Paranaguá. “A PL 733 prevê a extinção da nossa exclusividade, a eliminação de categorias como vigias portuários, consertadores, blocos, e até o fim do órgão gestor que mantém nossos registros e cadastros. Isso é o desmonte da nossa estrutura de trabalho”, afirmou o presidente.
Cumprindo com o compromisso firmado com os sindicalistas, o prefeito de Paranaguá, Adriano Ramos (Republicanos), também participou da caminhada e se posicionou contra o projeto. “Nós não podemos admitir que essa PL venha a ser aprovada da forma como está escrita. Estamos conversando com deputados federais que estão junto com os sindicatos e deputados do Paraná e de outros estados, porque isso depende de todo o Congresso”, disse o prefeito em entrevista.
A manifestação também reuniu representantes de outras categorias, que reconhecem o impacto do projeto em toda a cadeia econômica de Paranaguá. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Silvio, afirmou que a proposta atinge muito além da área portuária. “Essa proposta de lei não atinge só os portuários. Ela atinge o município inteiro. A economia de Paranaguá gira, em grande parte, em torno dos trabalhadores do porto.Tirar a exclusividade é precarizar a cidade”.
O vereador e presidente do Sindicato dos Ensacadores, Lindonei do Nascimento Santos, reforçou a importância do setor para o sustento de milhares de famílias. “O impacto será muito grande. É desvalorização do trabalhador e prejuízo para toda a cidade. Estamos lutando para que isso não aconteça”.
Já a representante do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sismup), Janete Passos, destacou a união entre as categorias na defesa dos direitos trabalhistas e da economia local. “Todos os sindicatos estão juntos. Essa PL traz prejuízo para todos, não importa o setor. Precisamos defender os direitos dos trabalhadores e da nossa cidade”.
O ato contou com a presença de diversas lideranças sindicais da orla marítima, com apoio de sindicatos urbanos. Além da Estiva, participaram do ato os sindicatos dos Metalúrgicos, Químicos, Alimentação, Vigilantes, Construção Civil, Ensacadores e Servidores Públicos, entre outros.
