Casos respiratórios crescem no Paraná, mas Litoral segue com demanda controlada
Enquanto o Paraná enfrenta um crescimento expressivo dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), especialmente entre crianças, o Hospital Regional do Litoral, em Paranaguá, segue operando sem aumento na demanda por doenças respiratórias.
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa), de janeiro até agora, a unidade registrou 48 diagnósticos positivos para vírus respiratórios, número considerado dentro da normalidade para o período.

Mesmo com a estabilidade local, a Sesa emitiu um alerta para os 399 municípios do estado, destacando a importância da vacinação contra a gripe e a Covid-19, diante da intensificação da circulação dos vírus Influenza A e Sincicial Respiratório (VSR), que afetam principalmente crianças e idosos.
Segundo o boletim mais recente, o Paraná contabiliza 7.282 casos de SRAG em 2025, um aumento de 3,6% em relação ao mesmo período do ano passado (7.030). O crescimento é ainda mais preocupante entre crianças de cinco a onze anos, com alta de 32,5% nos casos (de 593 para 786), e entre um a quatro anos, com aumento de 175% nos óbitos (de quatro para onze).
“Mesmo com a situação controlada na nossa região, é fundamental que a população esteja atenta. A vacinação é a principal ferramenta para evitar que as crianças cheguem à porta das UPAs e hospitais”, alertou o secretário estadual da Saúde, Beto Preto.
Vacinação ainda é baixa entre crianças
De acordo com a Sesa, desde o início da campanha de vacinação contra a gripe, o Paraná aplicou 1,74 milhão de doses, com cobertura de 32,68% nos grupos prioritários. Entre as crianças, esse índice é de apenas 20,72%. No caso da vacina contra a Covid-19, a situação também é delicada:
- Em crianças de 6 meses a 2 anos, a cobertura é de 43,7% (D1) e 16,3% (D2)
- Em crianças de 3 a 4 anos, 36,2% (D1) e 17,7% (D2)
As vacinas seguem disponíveis gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). O secretário recomenda que os pais e responsáveis não esperem pelo agravamento dos casos para buscar a imunização.
“Temos vacinas, profissionais preparados e uma rede pronta para atender. Precisamos do apoio das famílias para manter o controle que estamos vendo no Litoral”, reforçou Beto Preto.
Prevenção deve continuar mesmo com estabilidade
A diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes, ressalta que, além da vacinação, outras medidas de prevenção devem ser mantidas:
- Lavar as mãos frequentemente ou usar álcool em gel
- Manter ambientes ventilados
- Evitar aglomerações
- Não compartilhar objetos pessoais
- Isolar temporariamente quem apresentar sintomas gripais
Além disso, é importante manter uma alimentação equilibrada e garantir a ingestão adequada de líquidos para fortalecer a imunidade.
“Mesmo em regiões onde a situação parece sob controle, como no Hospital Regional do Litoral, não podemos baixar a guarda. O vírus circula intensamente no estado, e o momento é de atenção redobrada”, concluiu Maria Goretti.
