SAMU: ligações para o 192 feitas pela população do Litoral passarão a ser atendidas em Curitiba


Por Gabriela Perecin Publicado 29/09/2025 às 13h45

A partir de 1º de outubro, as chamadas realizadas para o SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) em todo o Litoral serão atendidas pelo Complexo Regulador de Urgência Metropolitano. A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) destacou a importância da atuação conjunta para a qualificação da resposta às urgências e emergências no Estado.

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Complexo Regulador de Urgência Metropolitano é responsável pelo atendimento de urgência em 38 municípios, mais os sete do Litoral, a partir de 1º de outubro. Foto: Divulgação/Prefeitura de Curitiba

No dia 22 de setembro, a Sesa emitiu um comunicado sobre a integração da Central de Regulação do SAMU 192 Litoral ao Complexo em Curitiba. “Esta medida faz parte da estratégia estadual de fortalecimento da Rede de Urgência e Emergência, promovendo maior integração operacional, padronização de protocolos e otimização do uso dos recursos assistenciais”, explicou a Sesa.

O Complexo Regulador de Urgência Metropolitano também é chamado de Complexo Regulador Macrorregional Leste. A regulação é o nome dado ao processo em que as ligações feitas para o número 192 são atendidas, avaliadas e direcionadas para o tipo de atendimento necessário, definindo o envio da ambulância ou outro recurso adequado.

Assim, as chamadas dos moradores do Litoral, após o dia 1º de outubro, serão atendidas diretamente na central em Curitiba, que já opera para 38 municípios do Estado.

A sede da regulação do SAMU em Curitiba foi inaugurada no final do ano passado, tem 4,3 mil metros quadrados e é responsável por outros serviços, como regulação de leitos e logística de ambulâncias, de acordo com informações da Prefeitura de Curitiba.

Amlipa conhece o espaço

O presidente da Amlipa (Associação dos Municípios do Litoral do Paraná) e prefeito de Pontal do Paraná, Rudão Gimenes (MDB), visitou na quinta-feira (25) o espaço na capital, com o objetivo de conhecer a estrutura e a equipe responsável pela regulação do SAMU.

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A secretária de Saúde, Michele Straub, e o prefeito de Pontal do Paraná, Rudão Gimenes, visitaram o espaço que realiza os atendimentos. Foto: Prefeitura de Pontal do Paraná/ Clovis Santos e reprodução

“Com essa mudança, o atendimento de urgência e emergência no Litoral vai ganhar mais rapidez e eficiência. É uma ação que visa salvar vidas e melhorar o serviço prestado à população”, disse Rudão.

A secretária de Saúde de Pontal do Paraná, Michele Straub, detalhou como funcionará o atendimento. “Quando ligamos para o 192, a central atende, avalia a situação e define qual equipe ou veículo deve ser enviado. As equipes do Litoral permanecem as mesmas, mas agora as chamadas serão atendidas em Curitiba, o que deve trazer mais agilidade ao atendimento”, esclareceu Michele, que também é presidente do CRESEMS (Conselho Regional de Secretarias Municipais de Saúde do Litoral do Paraná).

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Representantes dos municípios conheceram a estrutura e a equipe responsável pela regulação. Foto: Prefeitura de Pontal do Paraná/ Clovis Santos e reprodução

A Prefeitura de Guaratuba, em nota, comunicou que apoia a decisão da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) de integrar o SAMU Litoral ao Complexo Regulador Metropolitano de Curitiba.

“Para Guaratuba, essa medida simboliza mais segurança e cuidado com a vida de nossos cidadãos. A Prefeitura reafirma seu compromisso de trabalhar em parceria com o Governo do Estado para que o atendimento em saúde seja cada vez mais humano, rápido e eficiente”, divulgou.

Mais de 1.300 atendimentos em agosto

Durante o mês de agosto deste ano, o SAMU Litoral realizou 1.396 atendimentos nos sete municípios da região, segundo dados Governo do Paraná. Paranaguá liderou o número de ocorrências, com 632 chamados, quase a metade do total registrado.

Segundo informações divulgadas pelo SAMU Litoral, os principais motivos dos chamados foram: transferências de pacientes (283), mal-estar geral (276), quedas (111), regulação de vagas (105), surtos psiquiátricos ou situações de agressividade (99), além de desmaios (78), dificuldade respiratória (77), crises convulsivas (70) e acidentes entre carro e moto (58).

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