Novas câmeras da Muralha Digital já começaram a ser instaladas em Paranaguá


Por Gabriela Perecin Publicado 22/09/2025 às 17h20

As novas câmeras de segurança já começaram a ser instaladas em Paranaguá. A chamada Muralha Digital substitui o modelo adotado anteriormente e abrange mais áreas no município. Locais como o Terminal Urbano, Terminal Rodoviário, escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) recebem os equipamentos que visam a segurança da população.

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Praça de Eventos Mário Roque recebeu o investimento. Foto: Diogo Monteiro/JB Litoral

Em nota, a Prefeitura de Paranaguá informou que serão 656 câmeras em pontos estratégicos, conforme as principais demandas de segurança do município. De acordo com o relatório técnico da Secretaria Municipal de Segurança (Semseg), do dia 1º a 3 de setembro, foram instalados 15 dispositivos em pontos da cidade e outros locais continuam a receber os equipamentos de forma contínua.

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Prefeitura informou que serão 656 câmeras em pontos estratégicos. Foto: Diogo Monteiro/JB Litoral

A Administração Municipal afirmou que está investindo em inovação, com câmeras modernas, reconhecimento facial e recursos de Inteligência Artificial (IA). “A Muralha é ampliada de 97 para 656 câmeras, com uma redução de 549% no custo por câmera, priorizando a eficiência”, informou a Semseg. “A nova Muralha Digital é sinônimo de uma cidade mais conectada e segura”, disse o secretário de Segurança, Francisco Nóbrega.

Central de Operações

Também há novidades quanto ao local da Central de Operações, que foi transferido para o prédio da Polícia Federal (PF). A mudança, segundo a Semseg, facilita a integração entre as forças policiais e a Guarda Civil Municipal. O videomonitoramento é realizado em integração com as polícias Civil, Militar, Federal e Rodoviária Federal.

O avanço no monitoramento exigiu uma área mais ampla, além de mais profissionais. Anteriormente, a Central de Operações funcionava em um espaço na sede da Prefeitura. A sala no prédio da PF é preparada desde o mês passado para abrigar o monitoramento.

Expectativa

O investimento pode contribuir com ações preventivas, identificar padrões suspeitos antes que crimes ocorram e, ainda, agilizar o atendimento de ocorrências, com alertas automáticos e direcionamento inteligente das equipes de segurança. Além de aumentar a sensação de segurança entre os moradores e permitir respostas mais rápidas devido à integração com as demais forças de segurança.

Com o reconhecimento facial será mais fácil localizar suspeitos ou pessoas desaparecidas. As novas câmeras também serão capazes de fazer a leitura automática de placas (OCR) para identificar veículos furtados ou irregulares, assim como detecção de movimentos e comportamentos suspeitos. Além disso, será possível fazer análise inteligente de vídeo, que permite intervenções preventivas.

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Comunidade escolar aprova videomonitoramento. Foto: Diogo Monteiro/JB Litoral

A diretora da Escola Municipal Em Tempo Integral Takeshi Oishi, no bairro Parque São João, Serlia Mariano Oliveira, declarou que o videomonitoramento aumenta a segurança e transmite mais tranquilidade à comunidade escolar.

“A presença das câmeras contribui para reprimir atos de vandalismo, depredação do patrimônio, furtos, além de inibir situações de violência física ou verbal. Muitos pais destacam que se sentem mais tranquilos sabendo que a escola é monitorada, alguns professores também relatam maior sensação de segurança em seu trabalho”, relatou a diretora.

Cidades “preparadas para o futuro”

O relatório “From Future Vision to Urban Reality” (Da visão do futuro à realidade urbana) da ThoughtLab, em colaboração com a Axis Communications, revelou que 35% das cidades pesquisadas sofreram crimes graves no último ano.

Segundo o estudo, 70% das cidades consideradas “preparadas para o futuro” já utilizam sistemas avançados de videovigilância para monitorar ruas, espaços públicos e transporte, integrando dados em tempo real para uma gestão mais eficiente. “A combinação de inovação tecnológica, análise de dados e cooperação entre autoridades e cidadãos é o caminho para cidades mais seguras, onde a liberdade de se movimentar sem medo deixa de ser um ideal e se torna uma realidade cotidiana”, indicou o estudo.

O relatório aponta que um dos passos mais eficazes para alcançar isso é a centralização das operações por meio de Centros de Crime em Tempo Real (RTCC, na sigla em inglês), capazes de coletar e analisar dados provenientes de câmeras de vigilância, sensores de áudio, radares e sistemas de análise inteligente.

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