Editorial: Vrummm, vrummmmm, motores ligados para a corrida eleitoral!
Falta pouco mais de seis meses para que cerca de 150 milhões de brasileiros vão às urnas escolher presidente da República, governadores, senadores e deputados — federais e estaduais. O calendário eleitoral divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no início de março, reúne as etapas que vão desde as convenções partidárias e o início da campanha até a votação, a prestação de contas dos candidatos e a posse dos eleitos.
A janela partidária se aproxima do fim, com encerramento previsto para 3 de abril — movimento que já provocou as primeiras “danças das cadeiras” no cenário político.
Depois disso, a próxima data importante é 4 de abril (exatos seis meses antes do primeiro turno), prazo limite para que todas as legendas e federações partidárias obtenham o registro de seus respectivos estatutos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Essa também é a data final para que os futuros postulantes a cargos eletivos tenham domicílio eleitoral na circunscrição em que desejam disputar as eleições, além de estarem com a filiação partidária deferida pela agremiação pela qual pretendem concorrer.
Também é até 4 de abril o prazo para que presidente da República, governadores e prefeitos que pretendem concorrer a outros cargos neste ano renunciem aos respectivos mandatos.
Por isso, senhoras e senhores, pelas nossas bandas já é possível ouvir o ronco dos motores. Uns de altíssima cilindrada, com não sei quantos cavalos de potência, “torcudos”. Outros mais modestos, capengas, que mais parecem saídos de retífica, mas todos no aquecimento, prontos para largar.
Claro que já sabemos quais são as máquinas com “pinta” de campeãs, mas as zebras são figurinhas constantes na política, assim como no futebol. Por isso, todo cuidado é pouco, e vale “quase tudo” na disputa pela atenção dos eleitores.
É justamente nesse momento que começam a surgir algumas pérolas. Agora, em plena efervescência da Inteligência Artificial, o que não deve aparecer de vídeos “preciosos” não está no gibi. Nesta semana, tivemos a primeira amostra, com uma produção ao estilo Superman na Ponte de Guaratuba.
Agora, nesta última semana antes das desincompatibilizações, também devemos ser inundados por uma onda de bonança, com muitas entregas e anúncios. O que não podemos é perder de vista tanto o que foi feito quanto o que não foi realizado.
Isso não é ser ranzinza nem ingrato. Devemos, sim, agradecer e celebrar as promessas cumpridas, mas isso não impede de cobrar aquilo que foi dito e não feito, não é mesmo?
Que seja dada a largada!
