Após condenação, Padre Binu volta a ser acusado de violação sexual
Após ser condenado a 2 anos e 11 meses de prisão em regime semiaberto, o padre Binu Joseph Chollackal, ex-pároco da Paróquia Nossa Senhora dos Navegantes, na Ilha dos Valadares, em Paranaguá, passou a responder a uma nova acusação. De acordo com o Ministério Público do Paraná (MPPR), o crime apontado é o de violação sexual mediante fraude — quando a vítima é levada a consentir um ato sexual por meio de engano, mentira ou manipulação.
Conforme a denúncia, apresentada pela 3ª Promotoria de Justiça da comarca e aceita na semana passada pelo Judiciário, o crime teria sido cometido no início de 2021, contra uma mulher que procurou o sacerdote em busca de aconselhamento espiritual na paróquia que atuava.

De acordo com o MPPR, o religioso já foi alvo de outras denúncias e a Promotoria de Justiça colocou-se à disposição para o recebimento de denúncias de eventuais novas vítimas do sacerdote, preservando sempre a identidade das denunciantes.
Os contatos podem ser feitos pessoalmente na sede da Promotoria (Alameda Coronel Elysio Ferreira, 722 – Estradinha), pelo telefone (41) 3422-8620, pelo e-mail [email protected] ou pelo formulário de atendimento disponível no site do MPPR, garantindo-se o anonimato das vítimas denunciantes.
Condenação
A nova denúncia é divulgada exatamente um mês após a condenação do pároco pela 2ª Vara Criminal da comarca de Paranaguá. Além dos 2 anos e 11 meses de prisão, o padre Binu terá que pagar R$ 1.500 de indenização, por abuso sexual cometido contra uma jovem nas dependências da Paróquia, conforme a denúncia do primeiro caso.
O caso teve origem em denúncia do MPPR, que apontou que o religioso cometeu o crime durante um atendimento espiritual realizado no dia 11 de fevereiro de 2022. Na ocasião, a vítima, então com 20 anos, esteve na igreja acompanhada dos pais em busca de ajuda para tratar um quadro de depressão.
A decisão ainda descreve que: “o padre se aproveitou da posição de confiança e autoridade religiosa para cometer os abusos”. Durante uma oração, ele pediu que a jovem e a mãe mantivessem os olhos fechados e afastou o pai da vítima, “dificultando a percepção do que ocorria”.
Depois da primeira denúncia, pelo menos outras três chegaram ao conhecimento do MPPR. Os casos tramitam sob sigilo e envolvem fatos ocorridos tanto em Paranaguá quanto em outros municípios onde o padre atuou. Em uma das situações, a vítima era criança à época dos fatos, e há apuração de possível estupro de vulnerável.
A Cúria Diocesana de Paranaguá determinou o afastamento do padre das suas funções religiosas desde a primeira denúncia.
