Campanha de arrecadação marca início do Outubro Rosa

por Redação JB Litoral
29/09/2018 00:00 (Última atualização: 21/01/2019)

O Instituto Peito Aberto está arrecadando lenços, até o final deste mês, para serem utilizados tanto na campanha Outubro Rosa, quanto para abastecer o banco da entidade, em Paranaguá. A comunidade pode doar a quantidade que desejar, novos ou usados, em vários pontos de coleta na cidade.

Durante o mês de outubro, a instituição estará realizando eventos onde os artigos arrecadados serão doados para pessoas em tratamento contra o câncer. E, além disto, a sede conta com um banco no qual onde os pacientes podem escolher os que preferirem.

“Quando a paciente chega e tem a necessidade, algumas escolhem os lenços para utilizarem, outras as perucas. Então esse banco tem que ser renovado de tempo em tempo”, diz Fabiana Parro, idealizadora do ‘Peito Aberto’.

Ela faz um apelo à população para que todos se envolvam e participem do projeto.

Quanto mais pessoas envolvidas, mais arrecadamos e mais poderemos doar. Quantas pacientes chegam aqui e não têm condições para comprar um lenço. A hora que a gente chega e diz para que ela pode escolher quantos quiser, ver o sorriso no rosto da paciente é transformador. Às vezes o que é pouco para mim e para você, pode ser muito para uma outra pessoa”, destaca Fabiana.

Pontos de Coleta

Instituto Peito Aberto – R. Manoel Bonifácio, 622 – 1º andar;

Candeia Joias e Acessórios – Posto Mahle;

Imaginarium – Estação Mall;

Shopping Colegial – R. Quinze de Novembro, 436; e

Grupo Escoteiro Comandante – Av. Santa Rita, 26.

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O Instituto Peito Aberto

Criado em 2015, ele é um lugar de acolhimento para mulheres que receberam o diagnóstico de câncer. Além do apoio emocional, as pacientes também recebem auxílio de profissionais da saúde como fisioterapeutas, psicólogos, nutricionistas e dentistas, e encaminhamento para advogados, entre outros. São vários, os profissionais voluntários, que dão suporte à paciente em tratamento e, o melhor, de forma gratuita.

Hoje são atendidas 43 mulheres, mas desde que o trabalho começou a ser feito, já foram mais de 130 atendimentos. Pacientes do litoral do Paraná e também de Curitiba recebem amparo técnico e psicológico durante o tratamento.

Quando a paciente chega, primeiramente ela passa pela assistente social e é recebida por uma ex-paciente, que cria esse vínculo, principalmente mostrando que é possível superar a doença. A partir daí a assistente social faz o cadastro e direciona para um dos projetos com os profissionais que temos, de acordo com suas necessidades”, explica a idealizadora do Projeto.

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O Instituto promove projetos de acolhimento e tratamento com profissionais de saúde para pacientes com câncer

Além disto, a organização também realiza oficinas de costura e de confecção de perucas. Na oficina de costura, voluntárias produzem artigos que são vendidos para a compra do material utilizado na fabricação manual das perucas, as quais são produzidas com cabelos doados por pessoas de todo o Brasil. Após serem finalizadas, as perucas são cedidas para pacientes do Instituto e também vendidas, a um preço simbólico, para aqueles que desejarem. Segundo Fabiana, mais de 200 perucas já foram entregues.
 

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Foto/Carlos França

Os projetos das perucas e dos lenços trabalham muito o valor da mulher. A gente tenta levantar a autoestima dela, para que possa passar o mais tranquilo possível pelo tratamento, que é doloroso. A gente quer fortalecer essa mulher para que ela consiga chegar lá na frente e falar: eu venci! ”, declara Fabiana.

Nosso objetivo é o de transmitir às mulheres, que enfrentam o câncer, que é possível passar pela doença e sobreviver com qualidade de vida, tanto durante o tratamento como após. “A gente quer mostrar para as pacientes que o diagnóstico não é uma sentença de morte, que é possível superar”, afirma a criadora do projeto. Segundo ela, o diferencial da entidade é prestar um suporte mais qualificado às pacientes, além de apenas o assistencial. “O acolhimento e atendimento é feito com profissionais da área da saúde, para que essa mulher tenha uma reabilitação mais rápida”, diz.

 

 

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