Aos 94 anos, Instituto Histórico e Geográfico de Paranaguá suspende atendimento ao público


Por Gabriela Perecin Publicado 08/10/2025 às 09h43
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O Instituto foi criado em 1931 e tem uma biblioteca com mais de 2 mil exemplares. Foto: Diogo Monteiro/JB Litoral

O Instituto Histórico e Geográfico de Paranaguá (IHGP) suspendeu o atendimento ao público, na última semana, devido a danos estruturais no prédio. Com isso, os acervos do Museu Aníbal Ribeiro Filho e da Biblioteca Hugo Pereira de Freitas, que funcionam na sede do Instituto, devem ser realocados para um espaço temporário cedido pela Prefeitura de Paranaguá. O objetivo é proteger todo o material.

A sede está localizada na Rua XV de Novembro, ao lado do Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE). Neste ano, o IHGP completou 94 anos de história e preservação da memória parnanguara.

Ficou definido que o Instituto manterá o espaço fechado ao público externo durante o período de realocação do acervo para um local temporário. O atendimento ao público será restabelecido assim que houver condições adequadas de segurança e acessibilidade, conforme explicou o IHGP.

De acordo com a 2ª vice-presidente da entidade, Adriana Gnatta Gouvêa, o lugar se mantém com recursos dos sócios.

“O Instituto Histórico não tem subsídios para fazer o restauro do prédio. o IHGP é um órgão de utilidade pública estadual, municipal e federal, mas se sustenta sozinho, não tem uma verba pública. Temos de 15 a 20 sócios efetivos e participantes”, disse Adriana.

O prédio faz parte do Centro Histórico de Paranaguá, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 2009.

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IHGP completou 94 anos de história e preservação da memória parnanguara. Foto: Almir Silva/IHGP

Avaliação e recomendação

Também conforme a 2ª vice-presidente informou ao JB Litoral, já foram realizados alguns reparos no edifício, mas não a reforma geral do espaço, e não foi constatada pelo Iphan a necessidade de intervenção total.

“Tem muitas peças que estão sofrendo com a degradação por causa do ambiente úmido. O Iphan nos orientou a fazer um projeto, que custa em torno de R$ 86 mil. A gente consegue pagar o início com o dinheiro da Feira da Partilha, na qual participamos. A arrecadação é para continuar também o projeto do Museu e do Som, que já existe, mas tivemos um furto de material e ficamos sem computadores e televisão”, relatou Adriana.

A 2ª vice-presidente do IHGP enfatizou que a Prefeitura de Paranaguá sinalizou que irá colaborar com a retirada do acervo, disponibilizando uma sala para abrigar o material.

Técnicos do Iphan e a Defesa Civil do Município estiveram no prédio para avaliar as condições da estrutura. O laudo da Defesa Civil ainda não foi concluído, mas o Iphan recomendou que o acervo bibliográfico e museológico fosse realocado para não correr risco de degradação. Depois da visita técnica, em Paranaguá, ocorreu outra reunião, na qual integrantes do órgão federal receberam os envolvidos na questão, em Curitiba, para dar outras orientações.

O JB Litoral procurou o Iphan, mas não teve retorno até o fechamento desta reportagem.

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