Após 12 anos, Associação Cristã de Estudos da Fraternidade Irmanada troca presidência

Fundada há quase 24 anos (22 de fevereiro de 2002), a Associação Cristã de Estudos da Fraternidade Irmanada (Acefi) é uma organização sem fins lucrativos que atua em Paranaguá. Reconhecida como de utilidade pública em âmbito municipal, estadual e federal, a entidade mantém diversos projetos sociais voltados à população durante todo o ano e oficializou, no dia 29 de novembro, a mudança na diretoria.
Lederson Souza deixou a presidência após 12 anos à frente da Acefi. Quem assumiu o posto foi Viviane do Rocio. Na mesma data, a instituição realizou, no bairro Jardim Ouro Fino, a entrega de frutas, verduras e legumes para famílias parnanguaras em situação de vulnerabilidade.

Amadureceu junto à Acefi
O JB Litoral acompanhou a transição para a nova diretoria e conversou com o, então, presidente. Lederson entrou na instituição aos 17 anos, ajudou a implementar projetos sociais e contribuiu para a formalização do espaço com a criação da ONG. “Fundamos junto com a Dona Lídia, que foi presidente durante oito anos. Depois ela passou para a neta e depois eu assumi. Fomos aumentando os projetos que ela criou”, relatou.
A Associação realiza projetos de cunho social, religioso e cultural, além da criação do Afoxé, um evento que reúne mais de mil pessoas nas ruas para resgatar a história escravagista de Paranaguá. “Eu saio da condição de presidente, porque é o tempo de mandato, e assumo como curador do Afoxé. Também continuo como tesoureiro e mentor”, explicou Lederson.
A nova presidente, Viviane do Rocio, é filha de Dona Lídia. Para ela, estar no posto representa dar continuidade aos princípios implementados pela mãe.
“Assumir a presidência é algo muito nobre, porque minha mãe deixou um legado. Agora, estou dando seguimento a esse trabalho. É muito bom saber que, através da espiritualidade, estou conseguindo prosseguir com esse legado. Vamos continuar com os projetos e prosseguir com o que temos para lutar pela causa”, afirmou.
Distribuição de alimentos
A Associação realiza o cadastro das famílias que recebem os alimentos, em média, uma vez por mês. A entrega é possível devido a um convênio entre a Acefi e o Banco de Alimentos da Central de Abastecimento do Paraná (Ceasa).
“São 11h da manhã, um sol de 30 graus e elas estão aqui aguardando essas frutas e verduras porque realmente precisam e a Acefi contribui, significativamente, com esses produtos, que são excelentes”, disse Lederson Souza.
Só no sábado (29/11), dia em que o JB Litoral acompanhou o trabalho da entidade, foram entregues 205 caixas. “Esses alimentos são de empresários, que não vão poder vender esse produto no mercado. São produtos com valor nutricional, mas que não têm valor de mercado, porque já passou o prazo de fazer a logística, chegar até o supermercado e ficar esperando o cliente comprar. Ao invés de ir para o descarte, são doados para o Banco de Alimentos que faz a redistribuição para as instituições”, explicou Lederson.
Para participar, as famílias podem se cadastrar entrando em contato com a Acefi por WhatsApp, pelo número (41) 99132-6161, e preencher uma ficha. “A gente anuncia quando são os dias da distribuição”, concluiu Lederson.
Caixas e corações cheios
Eduardo Henrique da Silva Mendes, de 14 anos, expressou seu sentimento em receber os alimentos. “É uma maravilha, tem muita gente que precisa muito. Quando eu fiz o cadastro, percebi que mudou minha vida. Venho aqui, converso com as pessoas, me dá paz. Tudo que vai para a mesa é muito saboroso”, afirmou o adolescente.

Maria Eva dos Santos, 64 anos, sempre trabalhou como zeladora, mas atualmente está desempregada, por isso os alimentos vêm em boa hora. “É muito bom, se tivesse mais gente que fizesse isso, não haveria tanto sofrimento no mundo. Com essa entrega consigo alimentar a família da minha casa, que hoje são eu e meu filho que tem deficiência mental”, declarou Maria Eva.

O dia de receber os hortifrutis também é um dos mais felizes do mês para o auxiliar de serviços gerais Edval Mendes, 49 anos. “É uma benção. Porque ajuda muito e as pessoas saem alegres, as pessoas saem felizes com sua sacola de verdura, de fruta. As crianças também. Nos ajuda muito”, disse Edval.

