Onça-parda é flagrada em balneários do Litoral; especialistas explicam o motivo


Por Maisy Pires Publicado 23/07/2026 às 17h03

Onça-parda perto de casas? Embora a imagem assuste à primeira vista, especialistas afirmam que a presença do felino no Litoral do Paraná é compatível com seu habitat natural. Após um vídeo gravado em Pontal do Sul voltar a viralizar nas redes sociais, a Prefeitura de Pontal do Paraná divulgou orientações do Instituto Água e Terra (IAT) e lembrou que também houve registros recentes da espécie nos balneários Itatiaia e Shangri-lá.

ONÇA EM PONTAL DO PARANA
Caso o animal seja avistado, a orientação é manter a calma e evitar qualquer aproximação. Fotos: reprodução

As imagens que circulam nas redes sociais, no entanto, não são recentes. Segundo a Prefeitura, o vídeo foi registrado há cerca de 30 dias e permaneceu sob sigilo enquanto os órgãos ambientais realizavam os procedimentos de investigação, monitoramento e definição das orientações à população.

De acordo com o IAT, a presença da onça-parda na região é considerada natural. O animal é o maior felino com distribuição nas Américas e ocupa áreas de florestas, bordas de mata e corredores ecológicos, como os existentes na Serra do Mar e em todo o Litoral paranaense. Embora os encontros com pessoas sejam raros, o aumento do uso de câmeras de monitoramento tem contribuído para que mais registros sejam feitos próximos às áreas urbanas.

O IAT ressalta que o avistamento da onça-parda não representa um risco significativo para moradores e turistas. A espécie possui comportamento discreto, evita o contato com seres humanos e concentra sua atividade principalmente no entardecer e durante a noite, quando há menor circulação de pessoas.

O secretário municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca, Jackson Cesar Bassfeld, explica que o aparecimento da espécie pode estar relacionado tanto à qualidade ambiental da região quanto ao avanço das cidades sobre áreas antes ocupadas pela fauna silvestre.

“Uma das hipóteses é que, por se tratar de um animal que está no topo da cadeia alimentar, isso indica que o ambiente onde ele vive está muito bem preservado e em excelentes condições. Outra possibilidade é a pressão causada pela expansão urbana, que acaba restringindo cada vez mais as áreas ocupadas pela fauna silvestre. Vale lembrar que toda essa região faz parte de um importante corredor ecológico e, historicamente, esses felinos eram muito mais frequentes no litoral paranaense”, explicou o secretário.

Viu uma onça-parda?

Caso o animal seja avistado, a orientação é manter a calma e evitar qualquer aproximação. O IAT recomenda que a pessoa procure parecer maior, levantando os braços e fazendo barulho, atitude que, na maioria das situações, faz com que o felino se afaste espontaneamente.

Também é importante não correr, não perseguir nem tentar encurralar o animal. A captura, agressão ou morte de uma onça-parda, além de colocar vidas em risco, configura crime ambiental.

Outra recomendação é não se aproximar de filhotes. Nesses casos, a orientação é acionar imediatamente os órgãos ambientais. Durante a noite, o instituto também orienta que cães e outros animais domésticos permaneçam em locais protegidos, reduzindo a possibilidade de interação com a fauna silvestre.

Se houver novos avistamentos ou qualquer ocorrência envolvendo onças-pardas, a população deve comunicar imediatamente os órgãos responsáveis:

  • Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca de Pontal do Paraná

WhatsApp: (41) 93500-7993

  • Escritório Regional do Litoral (IAT)

(41) 3422-8718

WhatsApp: (41) 99554-2406

  • Gerência de Biodiversidade do IAT

WhatsApp: (41) 99554-0553

  • Polícia Ambiental

(41) 3299-1350

Disque Denúncia: 181


Sobre

Jornalista formada pela Universidade Tuiuti do Paraná, com pós-graduação em Comunicação e Oratória, atua há mais de 10 anos na área, com experiência em portais, televisão, rádio e assessoria de imprensa. Atualmente, é editora-chefe do JB Litoral, onde lidera a produção de conteúdo com foco em informação de qualidade e responsabilidade.

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