Programa de apadrinhamento de crianças e adolescentes cria laços de afeto e amizade em Pontal do Paraná
A Prefeitura de Pontal do Paraná desenvolve um projeto de apadrinhamento de crianças e adolescentes acolhidos no Abrigo Corais do Mar. O programa busca fortalecer vínculos de afeto, amizade e apoio entre os acolhidos e a comunidade local. Moradores interessados podem se cadastrar para se tornarem padrinhos ou madrinhas, proporcionando uma experiência de convivência familiar que promove a transformação mútua.
A assistente social da entidade, Larissa Bastos, explicou que a iniciativa foi instituída com base nas diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e que tem três modalidades: afetivo, provedor e colaborador.

Em “afetivo”, o padrinho (ou madrinha) precisa ter uma diferença de 20 anos da criança e pode compartilhar tempo com o acolhido. Na modalidade “provedor”, o padrinho oferece apoio financeiro ou material e; na “prestador”, doa seu talento ou serviço profissional. Larissa destacou que os padrinhos não podem estar inseridos no Sistema Nacional de Adoção.
“O apadrinhamento não tem nada a ver com a adoção. Hoje, temos nove acolhidos e os perfis têm que estar alinhados com os dos padrinhos. Às vezes, a criança que está aqui ainda não tem perfil para apadrinhamento ou o adolescente não quer, por exemplo”, disse a assistente social.
A secretária da Família e Desenvolvimento Social de Pontal do Paraná, Kátia Salomão de Souza, exemplificou que os padrinhos podem levar a criança para passeios e estar presente como aconselhador. Segundo ela, essa é uma oportunidade de dar uma vida diferente para as crianças.
“A gente tem, por exemplo, parceiros do município que sempre estão fornecendo noite da pizza, do espetinho, da comida japonesa para eles. A gente também tem profissionais da beleza, de cultura, esporte, lazer que oferecem serviços. Tem várias possibilidades em que a pessoa pode doar o seu tempo, sua presença ou seus recursos para essas crianças e adolescentes”, afirmou Kátia.
Convivência familiar
O que se busca com o apadrinhamento é a convivência familiar, proporcionar novas experiências que os acolhidos não têm no abrigo.
“Nos lares, a gente não tem condições de proporcionar o conhecimento sobre outra cultura, a convivência familiar. E também para o padrinho e madrinha, a gente faz um acompanhamento psicológico. Eles vão ter uma aproximação, uma afinidade, para ser construído um vínculo”, contou a psicóloga da instituição de acolhimento, Ana Sara Alves Ferreira.
Os interessados em se tornarem padrinhos ou madrinhas podem procurar a Secretaria Municipal da Família (no prédio da Prefeitura) ou ter mais informações pelo telefone (41) 93500-8109.
